Mostrando postagens com marcador Traduções capengas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Traduções capengas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Artigo - Marca


Nadal: "Vou trabalhar para estar em 2016 no Brasil"


  • Ele falou de seu relacionamento com os fãs franceses e do assunto das marionetes. 


Rafa Nadal esteve no programa 'El Hormiguero' do Antena3 e lá repassou diversos aspectos de sua carreira e o momento pessoal que vive desde que está sem jogar por conta de uma lesão.

O tênista balear reconheceu que a pausa para a lesão tem seu lado negativo, mas também tentou manter uma postura positiva. "A desaceleração foi muito negativa porque eu perdi um evento como os Jogos Olímpicos. Em compensação, esta pausa me ajuda prolongar a minha carreira e vou trabalhar para estar no Brasil", disse ele.

Não houve falta de perguntas sobre seu relacionamento com os franceses e o tratamento que ele recebeu em alguns momentos em Roland Garros. Nadal usou da diplomacia para resolver estas questões. "Com os franceses eu me sinto muito amado quando eu estou lá. Eu me sinto amado nas ruas. Quando eu vou para a quadra, muda de assunto um pouco, mas no geral eu não posso dizer nada de ruim."

Ele também lembrou a polêmica com as marionetes francesas. Neste sentido, o tenista espanhol parece levá-la com resignação. "Não é agradável. Entendo o humor e eu acho que é uma coisa boa. O problema é que estas coisas podem distorcer a visão de um segmento da sociedade que não sabe dessas coisas. Além disso, com a bola que demos aqui, só conseguimos que o tema crescesse muito mais ", concluiu.

Artigo - El mundo


"Nadal não deveria ter estes problemas"

Por mais que analize, Martina Navratilova não entende o que há de errado com Rafael Nadal.A ex-número mundo e canhota como ele, a americana acredita que não há razão para o espanhol sofra tantos problemas no joelho. E ser entusiasma por haver uma possível solução.

"Eu não sei o que é, não sei o suficiente sobre o seu joelho, mas com o quão forte ele é não deveria ter muitos problemas, mesmo com seu jogo sendo tão físico. É Muito jovem ainda", disse a nove vezes campeão de Wimbledon durante uma recente entrevista com a agência dpa, em Nova York.


Nadal está fora do circuito desde 28 de junho, quando caiu na segunda rodada de Wimbledon. Seus problemas crônicos no joelho voltaram como no passado, e ao espanhol, que caiu para o quarto lugar no ranking mundial, não é esperado no circuito até janeiro, no Aberto da Austrália. Navratilova, que em uma semana completará 56 anos, é uma lenda do esporte.

Considerado por muitos como a maior jogadora de todos os tempos, a americana nascida na antiga Checoslováquia pode conversar algumas vezes com Roger Federer, mas nunca com Nadal. "Nunca falei com ele!Eu adoraria fazer, como com todos os melhores jogadores.Saber a sua filosofia, o que o impulsiona, ver se há semelhanças entre grandes campeões. Com Roger falou algumas vezes, mas eu adoraria passar um tempo com Rafa ".

Steadman, o doutor recuperador

"Espero que se recupere .." falou Navratilova antes de sugerir uma possível solução a Nadal. "Acho que deveria ver o Dr. Steadman, no Colorado. É um dos melhores cirurgiões do mundo, se não o melhor. Ele operou meus joelhos há 20 anos e de muitas outras pessoas que tiveram operações ruins. Mas Rafael não teve nenhuma cirurgia, assim deve ser mais fácil de solucionar."

O Dr. Richard Steadman é amplamente conhecido no esqui  a tal ponto que faz parte do Hall da Fama de Vail, Colorado, uma das mecas dos esportes de inverno. Especializado em cirurgia de microfraturas nos joelhos, operou grandes nomes do esqui como o luxemburguês Marc Girardelli. "Depois da operação Marc o chamou e perguntou quando podia esquiar. O Dr. Steadman lhe disse que esquiaria, mas somente em uma perna. Girardelli lhe telefonou novamente dias depois e lhe disse que todo havia sido fantástico., que não estava esquiando em uma perna só...A que havia operado! 'Não me referia a isso', disse o doutor..."

Dr. Steadman está ciente da proposta de Navratilova a Nadal, mas recusou o pedido da dpa de comentar sobre a situação do espanhol. Navratilova acredita que Nadal "treina na maioria das vezes no saibro", ou que, em qualquer caso, "deve fazer para tirar a pressão sobre as articulações." "Por anos eu joguei Roland Garros e Wimbledon, e ao passar para o cimento, os joelhos doíam por uma semana, mas depois a dor ia embora. Um ano, a dor ainda não tinha ido. Continuei jogando com dor, e eu fiz isso por quatro anos. O que aconteceu comigo aconteceu com muita gente jogando tênis em quadras duras, e Steadman me ajudou. "

"Na verdade eu quero ajudar Rafa. Tenho certeza que ele tem todo o tipo de ajuda com esse problema do joelho, mas tem este problema há muitos anos ...". A multicampeã acha que o problema é plica sinovial de Nadal, uma membrana no joelho quando irritado pode causar dor, desconforto ou bloqueio do joelho.

"Lembre-se, quando tive aquelas câimbras?" Pergunta Navratilova se lembrando do ataque de câimbras de Nadal durante uma conferência de imprensa no Aberto dos EUA em 2011. "Eu também tive isso, eu não podia andar. Algumas vezes passava em cinco minutos e às vezes levava três dias para andar corretamente novamente. Mas quando me abriram isso nunca voltou a acontecer. Isso foi há 22 anos ... ".


...

Cada caso é um caso Martina, não vá enfiando um bisturi no joelho do garoto sem nem ao menos saber o que ele tem. Bisturis somente em casos extremos darling.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rafa em nova entrevista para a CNN.


Rafa Nadal, será  o primeiro convidado de Ana Pastor em seu programa na CNN.


  • A conhecida jornalista foi contratada pelo canal americano e vai estrear no domingo, 14 de outubro.



O tenista Rafael Nadal será o primeiro convidado de Ana Pastor  para Frente a Frente, programa de entrevistas que apresentará a renomada jornalista na CNN em espanhol e ele começará a ser transmitido no domingo 14 de outubro.

"Rafael Nadal é indiscutivelmente o espanhol mais reconhecido no mundo, com um currículo impressionante e uma carreira espetacular", elogiou Pastor, com a qual fala sobre seu retorno às quadras, sua lesão e seus planos futuros.

"Nadal se destaca, também, porque sempre da a cara. E desta vez fez em uma entrevista à CNN em um momento particularmente duro e complicado de sua carreira em que está três meses fora das quadras por uma lesão grave", disse a ex presentadora do Los desayunos da TVE.

Ana Pastor foi para a CNN em setembro passado. Rafa Nadal é o primeiro de uma série de entrevistas que a jornalista fará com proeminentes personalidades da política, cultura e esporte, espanhóis e internacionais.

O horário, a empresa anunciou, vai ao ar na CNN, domingo às 20:00 horas, horário de Los Angeles (05:00 em Espanha e 00:00 horário de Brasilia) e será visto mais tarde no site do mesmo meio. Além disso, os telespectadores podem ver a entrevista completa através de um programa especial que vai lançar o canal pago TNT próxima segunda-feira às 23:10.

Precisamente o espanhol também vem na quinta-feira em El Hormiguero, programa do canal Antena 3 apresentado por Pablo Motos, depois de visitar outros lugares como o Buenafuente (laSexta) o Los desayunos da TVE. Fora da Espanha, o jogador deu uma entrevista no The Late Show com David Letterman na CBS.

sábado, 29 de setembro de 2012

Entrevista - El Mundo


Rafa Nadal ... naturalmente

O tenista Nº4 do ranking da ATP entrou esta semana no parque madrileno EL Retiro para a inauguração da exposição fotográfica 'Wild Wonders of Europe’ . Ele fez isso como embaixador da boa vontade das United Postcode Loteries, patrocinador da amostra assim como da  Fundação Rafa Nadal. ElMUNDO.es falou com ele.

P - O que tem a ver natureza com tênis?

RN - Hummmm ... Eu acho que muito pouco.

P - Homem, a competição entre adversários, o esforço físico, a estratégia para capturar o troféu, o triunfo do mais forte, o barro ...

RN - Não, não tem nada a ver. Eu realmente acho que o tênis é muito diferente da natureza.

P - Em qualquer caso, parece que você gosta de natureza.

RN - Muito, eu sempre estive perto dela e quando eu tenho um momento livre eu me perco no mar.

P - Parece um projeto interessante este que propõe o Rewilding Nature , deixando o meio ambiente se reasilvestrar por si só ..

RN - É ótimo. Parece incrível que isso ainda não tinha ocorrido a ninguém.

P – Deixar a natureza evoluir por si só parece impossível em muitos lugares.

RN - Sim é verdade que para recuperar algumas áreas seria necessário investir muito dinheiro. E ninguém quer fazer isso.

P  - Você poderia apontar alguns lugares específicos?

RN - Homem, sim ... Aqueles locais que são construídos em área selvagem.

P - Em Mallorca há algum desses lugares que se refere, como Magalluf, por exemplo.

RN - Uff, aquilo é um horror. Mas eu não quero dizer para não ser construído. Para mim, isso parece algo bom a ser construído, é necessário. O que eu acho é que você deve sempre construir respeitando o ambiente natural sem destruí-lo, nem levantar edifícios agressivos.

P - Fala da arquitetura tradicional.

RN - Sim, é algo que eu acho que agora está praticamente esquecida.

P - É verdade que na sua terra de Mallorca, há lugares onde não respeitam o meio ambiente, mas, igualmente, mantém lugares excepcionais, tais como a Sierra de Tramuntana.

RN - É claro, parece incrível que existem lugares que são mantidos, bem como o Tramuntana ou Cabrera. Isso realmente é uma maravilha. Sim há peixes lá. (E a resposta, é um bom tempo debaixo d'água admirando uma foto mostrando um lado do atum rabilho quase extinto. "Que bom!" que esse escapou).

P - As imagens desta exposição são muito bonitas.

RN – É verdade. Parece impossível que eles possam tirar fotos tão agradáveis. A natureza é muito bonita, mas essas fotos as realçam mais.

P - Qual você prefere?

RN - Todas. Todas parecem incríveis (e para em outra foto, dessa vez mostrando a luta de dois enormes bisões em meio a uma nevasca ártica. "Isto parece fantastico, que coisa boa!" Diz em voz alta).

P - Se você quiser mudamos de assunto. Não perguntarei sobre o seu regresso à competição seria imperdoável. Quando pensa em voltar para as quadras?

RN - Eu já disse isso antes. Voltarei quando o joelho estiver totalmente recuperado. Esta é a única prioridade.

P – Parece que está bem.

RN - Vai muito bem. Mas não há. Atualmente trabalho na reabilitação e em breve começarei a treinar novamente. Ainda é cedo para saber quando eu voltarei.

P - Você já teve medo de uma possível retirada?

RN - Não. Eu estava muito triste de não jogar os jogos, este acabou sendo o pior, pois só acontecem a cada quatro anos e quem sabe o que vai acontecer em seguida. Eu também  perdi o Aberto dos EUA e a Copa Davis, mas eu nunca tive dúvidas de que jogaria novamente.

P - Se se recuperar para a final da Copa Davis jogará, mesmo que perderia  no próximo ano o número 3 no ranking da ATP?

RN - é algo que não me preocupa. Mas eu não acho vou estar recuperado. E se eu estiver tampouco eu acho que qualquer um é melhor do que outros companheiros, muitos outros do estão mais em forma que eu e que defendeu soberbamente  a Espanha na rodada anterior. Pensar de outra forma seria uma falta de respeito com eles e com o país que representam todos. Em última análise, o treinador vai decidir. Mas tudo isso é especulação, a única coisa que me importa agora é me recuperar perfeitamente, não importa o quanto for preciso para 




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Entrevista - AS.com




As – A penúltima coisa que soubemos de Rafa Nadal é que, fora das quadras de tênis, compete nos torneios de golf... e também se converteu em um bom jogador de poker. Omo aconteceu essa última?

RN – No golf tenho handicap 3.9. O poker é um jogo especial em que você tem que estar focado o tempo todo. Aproveite e lhe dá uma chance para pensar. É ótimo quando você tem tempo livre fora das quadras.

As – Também tem um treinador pessoal no poker?

RN – Há! Há! Tenho um treinador pessoal, mas não é igual meu tio Toni no tênis, claro. O que tento também é ter meu próprio estilo, agressivo e com bom controle mental. E nisso o tênis e o poker se parecem, na importância da parte mental.

AS – Qual sua situação atual no processo de recuperação da lesão que sofre no joelho esquerdo e quais são suas eventuais possibilidades de reaparecer antes do final de 2012?

RN – Estou trabalhando duro, embora não na quadra de tênis, com sessões de natação e de reabilitação, no ginásio e com meu fisioterapeuta. Faço musculação, bicicleta... quero me recuperar até o ponto em que estava antes da lesão: eu levava uma temporada de tênis incrível. Nado 1km diariamente no mar com traje de neoprene: ele flutua melhor.  O joelho vwm respondendo bem, mas minha única prioridade é voltar quando o joelho estiver 100%. A única realidade sobre minhas opções de voltar antes de 2013 é que... não sei.

AS - Apesar de sabermos que não traz boas lembranças, poderia detalhar o processo de sua lesão e como isso acabou fazendo você perder os Jogos Olímpicos e o Aberto dos EUA? Se lesionou antes do Rosol? Como isso acontece?

RN – Não se trata Rosol ...  ou depois de Rosol, porque eu não volto a jogar. No Masters 1.000 de Indian Wells, em março, tive uma ruptura parcialmente de tendão  no joelho esquerdo. É uma ruptura pequena. Mas depois dessa ruptura foi quando eu tive que me retirar nas semifinais em Miami. Começou a temporada de saibro e vamos colocando ataduras: infiltração e tratamento. Eu não sei se eu tinha que parar lá, mas eu suportei a dor muito bem e comecei a jogar o que acabou sendo uma das melhores temporadas de saibro na minha vida. Até a chegada de Roland Garros ...

AS - E...

RN - Como eu disse, eu estava jogando inacreditável. Um dos melhores  Roland Garros em minha carreira, eu não sei se a melhor. E aí começa a doer de verdade. Sigo jogando, é claro, porque é Roland Garros e eu tenho que tratar com anti-inflamatórios para jogar semifinais e finais, se quisesse ter a oportunidade de fazê-lo. Eu não sei o que teria acontecido se não for tratada em Roland Garros ...

AS - está indo para a grama em Halle, onde claramente não se movia bem, perde para Kohlschreiber ... e depois chega Wimbledon.

RN - Em Halle e estava mal, estava limitado, mas há ainda a esperança de recuperar para Wimbledon. Então, entre Halle e Wimbledon, os treinos se tornaram terríveis: a dor no joelho esquerdo. Talvez eu devesse ter parado ali, porque os treinos se tornaram tão ruins que eu mal podia treinar... Mas veio Wimbledon. Lá fui eu e joguei com infiltrações desde a primeira rodada, caso contrário, teria sido impossível. Talvez pudesse ter parado depois de Roland Garros. Certamente, teria feito bem em outras circunstâncias, mas o torneio de Wimbledon foi chegando e eu sempre quero jogar lá: é Wimbledon.

AS - E aqui vamos nós: bate Bellucci e na segunda rodada pega Rosol, no último dia até hoje, que Rafael Nadal pisou em uma quadra em alta competição: 28 de junho de 2012, na Central Court of All England...

RN - Chega um momento em que seus joelhos dizem que você tem que parar, e quando a dor te limita. Como eu disse, eu sempre resisti muito bem à dor, mas chega aquele momento, esse dia do Rosol, onde você começa a pensar sobre como você tem que colocar a sua perna quando você corre e você vai para a bola. Depois de Indian Wells tinha sofrido com infiltrações e tudo mais. Depois de Roland Garros, e, basicamente, eu não poderia ter continuado a jogar. Mas para chegar a esse ponto de dor que eu descrevi, então... em seguida, é impossível competir.

(Quando Rafael Nadal se lembra dessas sequências, seu rosto aparenta uma mistura de decepção, dor e amargura e que é tão difícil de descrever... não gostaria de ver em qualquer outro momento).

AS - Ainda assim, Rafa, ainda faz uma tentativa quase desesperada de alcançar os Jogos Olímpicos de Londres: iria ser o porta-bandeira  da Espanha.

RN - Perder a Olimpíada foi muito difícil e muito triste. Foi uma decisão difícil e que foi mais complicada pelo fato de que seria o porta-bandeira. Perda no ranking não me afeta: você pode recuperar. Se você perder um torneio de Grand Slam, você sabe que haverá mais oportunidades futuras. Os quatros torneios grandes acontecem todo ano. Mas a Olimpíada é uma vez a cada quatro anos. Não sei o que vai acontecer em quatro anos. Eu não gostaria de perder esta oportunidade. Mas eu tenho motivação suficiente para continuar tentando: Essa lesão não tomou qualquer um. Eu ganhei em Roland Garros. Eu não estou com medo.

AS - Esqueça os males. Como foi apreciar de fora deste mais recente capítulo da temporada? Vamos falar sobre a Copa Davis e da equipe da Espanha, e na final contra a República Checa,  e a explosão de Andy Murray ...

RN - O que eu posso dizer sobre a Davis? Estou feliz pela a equipe. Todos são grandes amigos e têm feito um grande esforço. Especialmente, eu estou feliz por David Ferrer, que tem tido uma temporada fantástica. Também  fico feliz que Andy Murray venceu seu primeiro torneio do Grand Slam. Não creio que seja por Ivan Lendl. Andy já havia jogado quatro finais nos últimos três ou quatro anos e ele merecia. Quando você está na final já está ansioso para o melhor: você lá. Eu não sei como esta vitória em Nova York vai mudar além dos Jogos Olímpicos. Normalmente, quando você chegar a este ponto é mais fácil de repetir.

AS - Será que vamos ver Nadal na Davis, na República Checa, em novembro? Lá, em 2004, em Brno, um menino de 17 anos começou a forjar um mito: era Rafael Nadal.

RN – Foram minhas primeiras grandes emoções. Foi inesquecível. É engraçado: os tchecos têm quase a mesma equipe, com Berdych e Stepanek. Falta Jiri Novak, que me bateu então. Mas não irão colocar uma quadra tão ou mais rápida do que Brno, que nem sequer foi aprovado. Na Davis você tem que considerar o que é melhor para a equipe. Você tem que jogar o melhor para a equipe em todos os momentos. É como se Messi não jogar todo o ano e chega à final da Liga dos Campeões em si é bom. O que você está fazendo? Eu queria jogar este ano e eu não podia. Eu não vejo como aqui há menos de dois meses, pode ser o melhor para a equipe. Agora, o melhor exemplo é a lição diária.

AS – Dizia você, Rafael Nadal, que tem sido "treinado para suportar a dor", mas quando "você começa a pensar sobre como você tem que colocar a sua perna quando você arranca e você vai para a bola ... em seguida, é impossível para competir ". Isso significa que após o intervalo, você pode precisar remodelar seu tênis e mudar a forma de jogar ...?

RN - Isso seria errado. Quando e como é que eu faço? Eu não posso mudar aos 26 anos. Meu estilo de jogo é o que é não é sacar e volear, nem tenho um serviço como Isner para ficar em jogos baseados em aces. Posso volear  duas ou três vezes, mas eu não posso o tempo todo ir para a rede. Ao longo dos anos tenho jogado mais agressivo e melhorando a posição em quadra. Leio melhor o jogo. Não me sinto tentado a fazer mudanças drásticas.

AS - mas ainda mantém uma alta demanda física, o que parece condicionarlo em muitas coisas ...

RN - Eu corro muito menos do que antes e dizem que é porque eu jogo melhor tênis. É a única maneira de ganhar torneios consecutivos, como Monte Carlo, Roma e Roland Garros. E pelo que eu vi e senti nesses torneios, agora em quadra eu não corro mais do que Djokovic. Na verdade, ganhar torneios, como eu fiz este ano é algo que não pode ser alcançado apenas com base na raça, não é ...?

AS - Fora do jogo em si, pode ser aumentado para minimizar suas aparições em torneios de quadra rápidas em superfícies duras?

RN - As quadras duras são muito negativas para o meu corpo: costas, joelhos e tornozelos. Mas ... Eu não posso fingir que parar de jogar em quadras duras quando dois Grand Slams (Austrália e EUA) são jogados nessa superfície. Eu sei, mas ele está errado, o esporte está se movendo nessa direção. Este é um negócio e estas quadras são mais fáceis de construir do que grama ou de terra. Mas há um problema com este. Tenho 100% de certeza do que eu digo: eu vejo jogadores de futebol ou de basquete, esportes que são de movimentos tão rápidos, jogando em quadras tão dura e negativa para o corpo. Eu venho dizendo há muitos anos e centenas de vezes antes para a ATP. Mas isso não vai mudar: não para mim ... ou a minha geração.

AS - Em suma, pode ser forçado a fazer novos planos no calendário?

RN - É possível jogar mais do que antes no saibro e me concentrar mais nesta área. Não é tão fácil a esse ponto: Eu não sei se há muito mais opções.

AS - Além da lesão em si,  é possível aceitar que o seu desempenho físico já não será como em outros tempos?

RN - talvez não no mesmo nível físico que tinha em 2004, 05, 06, 08 e 10... Sempre se perde alguma coisa, mas isso não me assusta. Eu não sou estúpido. Eu sempre soube que preciso p fazer progressos em outras coisas e eu acho que eu fiz. Mantive-me oito anos entre os dois primeiros do ranking da ATP, no topo da competição. Não faz nem  mesmo  quatro meses que eu ganhei  Roland Garros depois de um dos melhores momentos da minha vida no saibro. Eu tenho motivação e confiança. Por que mudar tudo em cinco meses? Por que não voltar a ser o mesmo?

AS – Os anos passam e as perspectivas vitais mudam.

RN - Mas você não pode olhar para tênis como um negócio. Você tem que fazê-lo com paixão, eu não conheço nenhuma outra maneira, eu tenho feito toda a minha vida. Eu trabalho todos os dias tão duro quanto eu puder para recuperar o joelho. E eu tenho 20 anos com um treinador apaixonado e exigente, o tio Toni, que faz você treinar na parte da tarde, se choveu de manhã, ou você treina de sexta-feira a sábado, se continuar a chover ..

AS - Expandindo esse assunto, é possível pensar que  aja uma escola definida por nuances especiais que é o que tem levado os tenistas espanhóis ao mais alto como uma referência?

RN - Eu não acho que há uma escola espanhola. Sim, temos boas condições para jogar um bom tênis, tempo muito bom e uma tradição que permite treinar quase todos os esportes em muitas partes da Espanha. Muitas pessoas fortemente comprometidas, bons treinadores que te exigem, como o meu tio Toni ... se não tem tudo isso, então haveria menos chance de saírem bons jogadores.

AS - Todos os bons jogadores que, mesmo sem Rafa Nadal, deram a Espanha em sua nona final da Copa Davis, sétimo desde 2000. Te motivaria especialmente reaparecer no final iminente da República TCheca?

RN - Eu queria jogar a partir das quartas de final, mas não consegui porque o joelho não  deixou. Agora eu não sei quando eu poderei  voltar e, no caso da Davis, dependerá de duas coisas: o estado do joelho e eu estar pronto para competir de uma forma que iria convencer o capitão, Alex Corretja. A decisão não é minha. Às vezes a gente perder a perspectiva, porque o tênis é um esporte individual ... e Davis é uma competição por equipes. É em todos os momentos fazer o que é melhor para a equipe.

AS - Desenvolver essa reflexão.

RN - Por exemplo, o mesmo Federer passou anos inteiros sem jogar com a Suíça e só foi na última eliminatória. Pensaram que era o melhor. Agora, Almagro tem jogado todos os playoff com a Espanha, mas se o capitão disser que a final deveria  jogar outro, acho que Almagro deve ser feliz de qualquer maneira, como todos os jogadores que ajudaram a equipe a chegar à final ... ou levantar o troféu. Eu ficaria feliz em viver a atmosfera da equipe. Agora eu não posso dizer mais.


AS - Você está surpreso com nada em particular sobre como se desenrolaram estes meses o circuito da ATP?

RN - Eu não posso dizer que fiquei surpreendido. Federer, que manteve o número um, Djokovic e Murray têm estado no controle das coisas, jogaram as semifinais e finais. David Ferrer vem jogando incrivelmente, merece mais e ainda não teve essa janela para espiar o topo. David teve má sorte com a suspensão da semifinal do Aberto dos EUA contra Djokovic. Parou no pior momento para ele. Murray parece ter a confiança que estava faltando antes. Para o tênis é bom que Andy agora subiu para o nível mais alto.

AS - Já se sentiu envolvido nos últimos meses por seu companheiro de ATP?

RN - Estou feliz por ter recebido praticamente todos os SMS. Espero agradece-los: o mais tardar, na Austrália.

AS – E ‘seu’ Real Madrid ...

RN - Mmm ... o que Mourinho faz é muito difícil: a tarefa mental de manter a ambição de todos, a cada ano e com toda a intensidade. Mas onde uma equipe como o Real Madrid ganha realmente está na mente. Eu acho que eles podem decidir jogos com o Barça.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Rafa nos prêmio da Vanity Fair Espanha.


Rafa Nadal: Eu estou feliz de fazer parte de uma grande era do esporte espanhol.

O tenista Rafa Nadal, que hoje à noite recebeu o prêmio como "Personalidade do Ano" pela revista Vanity Fair por "uma brilhante carreira esportiva, inteligência e solidariedade", disse à imprensa que ele está feliz em "fazer parte de uma grande era do esporte espanhol ".
"Acho que a Espanha tem muitas personalidades e atletas no topo e muito amados por todos", acrescentou.

Nadal disse no ato estar  "muito feliz" com o regresso da "Armada" na final da Copa Davis, mas não sabe se vai "estar na final" contra a República Tcheca.

"Estou muito feliz por meus companheiros, por fazerem outra final de Copa Davis, eu acho que é excepcional", disse o tenista de Manacor.
Nadal destacou o desempenho de David Ferrer tanto na Copa Davis como durante toda a temporada: "Eu acho que David está tendo um ano muito difícil, todo o esforço que ele tem feito é excepcional e ele merece", referindo-se ao sucesso do companheiro este ano.

Sobre seu retorno  as quadras de tênis ele não sabe quando vai voltar, mas "o que é seguro, você ganha" não lhe faltam para ele "trabalho duro todos os dias", e deve se recuperar logo "dos joelhos".
O número quatro do tênis mundial sofre com tendinite nos joelhos desde 28 de junho, quando jogou sua última partida de tênis, em Wimbledon, teve de abandonar os Jogos Olímpicos de Londres e o Aberto dos EUA .

"Eu perdi a Olimpíada e o Aberto dos EUA, a coisa mais importante agora é recuperar bem e voltar quando eu puder", disse Rafa que não quer forçar seu retorno às quadras. Por enquanto ele está "muito feliz com o trabalho" feito, embora a "recuperação esteja um pouco lenta."
Nadal não quis adicionar "drama" à sua situação, apesar de estar quatro meses lesionados. "Há momentos felizes, mas também não vamos nos enganar, eu tenho uma carreira pela frente e uma no passado. Agora eu estou lesionado, faz parte da minha profissão ", Nadal explicou que antes da lesão "estava jogando o melhor ano" de sua "carreira ".

O prêmio anual concedido pela publicação da "personalidade mais notável por sua influência sobre a sociedade moderna em todos os seus campos", foi ano passado para o Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa.

Em sua segunda edição, o reconhecimento foi para o tenista de Mallorca, além de seu papel como um atleta, também é dedicado a seu trabalho de caridade através da Fundação Rafa Nadal.

"Eu tenho uma carreira pela frente e outra no passado", disse o jogador, que admitiu que ainda têm  "muitos sonhos para cumprir na esportiva e pessoal."

Rafa o "CARA' do Ano na Vanity Fair Espanha.


Não elegemos Rafa Nadal  Pessoa do Ano Vanity Fair por seu sétimo título em Roland Garros. Ou por ser o jogador mais jovem a conquistar os quatro torneios de Grand Slam. Come vocês sabem, não é tomada por um júri, assim como não pedimos opinião a amigos de fora e nem votamos e nem nos colocamos a negociar candidatos. Não há mais fatores em jogo nem condições que nos pareça o nome perfeito no momento perfeito. A pessoa Vanity Fair é eleita pela Vanity Fair, assim tenho bastante claro porque este ano é Rafa Nadal: suas vitórias, por seu brilhantismo, além do mais, sobre tudo, por duas razões que não necessariamente caminham juntas: seu talento e sua inteligência. 

O talento pode ser um fardo pesado. Eleva você, que te faz diferente, facilita o Impossível, te faz único, mas também te exige, faz você se sentir desconfortável, leva você ao limite. O talento, quando você não está disposto a perder um grama, sempre te obriga a tentar mais, então um pouco mais e, então, mais ainda. Você vai ver uma entrevista com Rafa nesta edição. Nós conversamos sobre em qual ponto alguém decide que uma criança pode se tornar um atleta de elite. Em como sua família assume horas bem gastas e horas de treinamento, viagens, fins de semana e por diante, exercícios extenuantes. Ele pareceu surpreso. "Eu despontei muito preparado", disse ele. "A decisão quem toma é a própria vida, e não você. Não há escolha a não ser buscar, lutar, resistir. Nos esportes há poucas oportunidades, por isso é imprescindível tirar proveito de tudo. Se você ficar na estrada, pelo menos você sabe que foi depois de tentar de tudo”. Parece sensato. Também cansativo. A ideia é simples: tentar ganhar. Mas tentar significa lutar e lutar novamente. É um pensamento simples que tem muitas complexidades e muitos sacrifícios. E tem uma volta inspiradora. Quando você tiver feito tudo e depois um pouco mais, esse fracasso não existe. Se o talento é forçá-lo a tanto esforço, se a ambição leva-lo até agora todos os dias da sua vida, você sempre ganha.

Eu não posso imaginar o quão difícil deve ser domesticar o ego, quando desde os  12 anos leva uma vida excepcional. Não é humildade, não é o senso comum, não é disciplina. Existe um pouco de tudo isso, é claro. Além disso, eu acho uma estratégia desportiva. Então, o que? Há muitos outros atletas, muitas outras estrelas, muitos personagens com talentos extraordinários. É preciso muito mais. Um tipo muito particular de sua cabeça. O que é necessário, de facto, é muita inteligência. E é isso que nos deslumbra com Rafa: O Fator Nadal.

Perdoe-me a comparação, mas eu acho que, de alguma forma, que a ambição, a paixão, que a maneira de entender o sucesso, de riscar mais um centímetro, é sobre o que nos inspira que nos alimenta e que nos move na Vanity Fair. Com o que nos faz pensar que quando lutamos e depois voltamos a lutar, nós ganhamos.

Rafa na final da Davis?


Olhos em um possível retorno de Nadal para a final da Copa Davis. 

A Espanha entra na final da Copa Davis levantando  especulações de domingo sobre se o joelho lesionado de Rafael Nadal vai melhorar a tempo para ele voltar a "Armada" para lutar por um sexto título em novembro.

O capitão da equipe Alex Corretja evitou especular quando questionado sobre a probabilidade de um retorno em novembro para Nadal, cuja lesão no joelho o afastou dos Jogos Olímpicos e do Aberto dos EUA neste verão.

"Vamos acompanhar os jogadores durante as próximas semanas, conversar com todos aqueles que acho adequado, e ir ver em quais condições se encontram e, em seguida, escolher os jogadores que acho apropriado", disse Corretja, após a vitória de domingo.

"Nós sempre esperamos contar com todos e, obviamente, Rafa é igual  a todos os outros", disse ele.
Nadal teve um papel chave para a Espanha na última Copa Davis, em que venceu na final a Argentina, batendo Juan Monaco e Juan Martin Del Potro em Sevilha, em Dezembro de 2011.

Final deste ano está prevista para novembro 16-18 com a Espanha tendo que viajar para a República Checa.

Os tchecos derrotaram a Argentina em Buenos Aires, nas semifinais.


Fonte: Géssica Santos. 

Entrevista - Vanity Fair

Rafa Nadal: Do infinito ao além


  • O tenista recebe essa segunda-feira o prêmio de personagem do ano Vanity Fair
  • Fala pela primeira vez após anunciar que não vai continuar a temporada
É a primeira entrevista que concede desde que anunciou que sua lesão no joelho o impediria de continuar a temporada. Rafa Nadal, Personagem Vanity Fair do Ano, nos fala de êxito, dinheiro, família e de como manter a sua relação salva da curiosidade alheia.

“O êxito não é a vitória, e sim tudo o que você brigou para ganhar. A certeza de que fez tudo para conseguir o que queria”.

Sobre a sua relação com Xisca Perelló: “Entendo que a discrição é o melhor para mim e para ela. Se não, isso iria se converter em um show desnecessário e incomodo”.

“Estou longe de saber o dinheiro que tenho. Não é algo que me preocupe diretamente. O meu pai se encarrega dessa parte”.

“Não tenho muitos caprichos. Somente comprei um carro na minha vida, depois de ganhar a final em Wimbledon”.

“Não sei quanto tempo continuarei jogando tênis, dentro de cinco anos já terei 31 e tendo em conta que comecei aos 16 ... quem sabe?”

Ser de um “povoado” faz que as relações familiares sejam mais próximas. Vivo com meus pais e minha irmã e visito meus tios quase todos os dias. Sou feliz com essa forma de entender a família”.

*A entrevista completa só na revista mesmo :(


sábado, 15 de setembro de 2012

ENTREVISTA | EDUARDO ANITUA E MIKEL SÁNCHEZ


"Nadal se recuperou bem, isso não é uma recaída"


  • Eduardo Anitua criou em Vitória o método de recuperação de lesões  com plasma rico em fatores de crescimento. E o Dr. Mikel Sanchez, que o aplica em Rafa Nadal.

AS - Quanto esta técnica pode acelerar a recuperação de um atleta?
Sanchez: Isso depende do paciente e da qualidade do tecido, que nos atletas de elite normalmente de pior para o desgaste. A nível muscular, pode acelerar uns 30% sobre o prazo previsto. Este tratamento evita as recaídas.
O que é?

Sanchez - Com o plasma, se estimula as células para a fabricação de tecidos. Um atleta, que gasta mais do que o tecido normal, provavelmente tem lesões degenerativas em algumas áreas. (O método PRGF-Endoret baseia-se em extrair o sangue, centrifuga-lo para concentrar as proteínas, depois da separação  "que não ajuda a regeneração do tecido" e infiltrarem no tendão danificado ou músculo).

AS - No início, houve sua relutância.

Anitua - Com o apoio da Agência espanhola antidoping  e do COE e conseguimos apresentar todos os argumentos ao COI em Lausanne, em uma dura reunião, onde ensinamos princípios biológicos e seus resultados. Por unanimidade decidiram enviar uma carta para a Agência Mundial Anti-Doping  dizendo que não tinha nada a ver com doping. Eles tomaram o bastão e dentro de 24 horas, o retiraram da lista de substâncias proibidas. Em Londres, em 2012, a maioria dos países tem aplicado rotineiramente.
E como Rafa Nadal chegou a suas mãos?

Sanchez - Bem, em 2010, com uma tendinopatia do quadríceps em péssima evolução, com baixo desempenho atlético e depois de tentar vários tratamentos. Nós aplicamos esta técnica e teve uma recuperação muito rápida.

AS - Agora enfrenta seu mais longo período parado e o estão tratando.
Sanchez: Sim. Aquela já se curou e a lesão agora é nova. Não tem nada a ver. (Sofre de uma ruptura do tendão patelar e uma inflamação na gordura de Hoffa do joelho esquerdo).

Anitua - Não é  uma recaída, mas algo totalmente diferente. A causa fundamental, em Rafa, como em outros esportistas, é a sobrecarga enorme que toma.

AS - Agassi deixou uma vez uma frase muito lembrada: "Atinja cheques contra o seu corpo ' , por sua forma de jogar tão agressiva. Certo?

Sanchez - Estes cheques foram bem gasto, ele ganhou muitos títulos. Esporte de elite nunca é saudável.

AS - Estiveram jantando com ele e o Rei em Mallorca. Nadal fica louco sem jogar. Como eles veem?

Sanchez - Bem, porque é uma pessoa muito sensata e está fazendo todos os esforços para voltar às quadras.

Anitua - Rafa nos visitou antes dos Jogos, porque  queria recuperar-se para jogar-lo. Ele tinha uma vontade enorme de ser o porta-bandeira. Mas a lesão que ele tinha, era algo que não tinha sido prolongando que o proibia de competir. Agora está com um excelente estado de ânimo e com um grande desejo de curar-se.

AS - E como vai voltar?

Sanchez - Somos apenas médicos. Nós não temos bola de cristal. Mas isso é um contratempo não mais. Voltará a competir sem problemas, pois a articulação do joelho está  perfeita.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Artigo - ABC.ES


O estado de Nadal ainda segue com dúvidas. 


  • Mikel Sanchez, um dos médicos do maiorquino, destaca que a lesão do jogador não é uma repetição da anterior e optou por um tratamento "conservador".



Já faz mais de dois meses desde que Rafa Nadal jogou sua última partida oficial. Desde que o espanhol caiu ante o tcheco Rosol, sua ausência das quadras se prolongaram sucessivamente. Primeiro, souve que não poderia representar a  Espanha nos Jogos Olímpicos. Posteriormente, não disputaria o Aberto dos EUA. Recentemente, o jogador emitiu um comunicado anunciando sua renúncia da Copa Davis e prevê que seja mais dois meses baixa.

Embora a lesão sofrida seja conhecida,  ele sofre do mal de Hoffa, o estado em que o jogador se encontra hoje é desconhecido e os atrasos no seu retorno às quadras não ajudam a acalmar a agitação. Então, hoje se esperava que o Dr. Mikel Sánchez, cuja contribuição foi decisiva para Nadal superar a tendinite que o colocou à beira da aposentadoria, esclarecer várias perguntas durante a apresentação do seu novo livro "Un nuevo enfoque biológico de la cirugía ortopédica y medicina del deporte", escrito em colaboração com o Dr. Eduardo Anitua.

Finalmente, o médico preferiu mostrar-se prudente, embora ele diz que está voltando a trabalhar com o jogador e que, juntamente com a equipe médica liderada pelo Dr. Sanchez Cotorro, "tentamos levá-lo adiante". Sim, ele enfatizou que a lesão sofrida pelo espanhol é "nova" e não uma recaída de seu problema anterior. Em relação ao período de dois meses, disse que ele tinha adotado por consenso da equipe médica, embora não é definitivo e que depende da resposta da área afetada. Finalmente, perguntado sobre o tratamento seguido por Nadal, disse que optou por um tratamento terapêutico "mais conservador e menos agressivo", mas não descartou que, se evolução não for  a esperada, o jogador vai entrar na faca.

Além disso, durante a cerimónia de apresentação, o presidente do Comitê Olímpico Espanhol, Alejandro Blanco, teve a oportunidade de mostrar o seu apoio a José María Odriozola, imerso em um processo de eleição para a Presidência da Federação Espanhola de Atletismo, chamando-o "grande presidente".


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Entrevista - Toni Nadal para o IB3

Toni deu uma entrevista ao Canal balear IB3 e deu as últimas notícias sobre o Rafa e se podemos esperar  vê-lo ao menos na final da Davis. 

Aqui vai uns trechos e no final o vídeo: 

"Se voltarmos em dois meses, vamos ter que ver se chegará em condições de jogar o Masters de Londres ou uma hipotética final da Davis.


No entanto, não seja muito justo, e eu duvido muito que o capitão o chame em detrimento de Ferrer e Almagro que são aqueles que classificariam a Espanha para a uma final. Depois de tanto tempo sem jogar, Rafael não estará em boa forma física ou tampouco técnica para resolver tais jogos importantes.


Eu não sei se a temporada acabou para Rafel. Agora eu não me importo em qual torneio vai voltar, eu estou preocupado como vai a recuperação. O que está claro é que quando voltar a treinar em novembro, vai chegar bem para o Aberto da Austrália.


É claro que Rafa não está feliz, porque ele não pode exercer sua profissão, mas ele aceitou. 


Nós o levamos com resignação e aceitação. Que remédio. Depois da última visita ao médico, Rafel está mais animado, já que não terá que passar por nenhuma cirurgia e isso consola uma pouco. 


Tudo o que Rafael pode fazer é acreditar Rafel no trabalho, que é o que sempre fizemos, trabalhar para estar no topo. Se voltarmos para o topo perfeito, e se não, então má sorte. Tampouco vai afundar o mundo. Eu espero vê-lo 100%, e não sei se100% será suficiente para bater Federer, Djokovic, etc. Mas eu não tenho nenhum indícios de quando Rafa estará de volta. Del Potro ficou um ano sem jogar e voltou para o mesmo nível. Moya ficou parado sete meses e voltou ainda melhor do que antes da lesão. É verdade que custa muita muita, ele voltará ao topo. 


Eu não sei se teria sido melhor parar antes. Provavelmente, se tivesse parado antes seria melhor fisicamente, mas com certeza não teria os títulos que tem. Rafa venceu Wimbledon com dor, RG com muita. Ele já ganhou muitas coisas. Seria melhor fisicamente hoje, mas teria tantos títulos no bolso "

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Personalidade do Ano de 2012

Rafa Nadal, o personagem do ano Vanity Fair

  •  O tenista espanhol receberá o troféu no dia 17 de setembro
  • O prêmio reconhece sua trajetória, seu talento, sua constância e sua solidariedade.
A revista Vanity Fair elege pela segunda vez seu PERSONAGEM DO ANO. Um prêmio anual que reconhece a personalidade mais destacada por sua influência na sociedade atual em qualquer de seus âmbitos: político, esportivo, social, solidário e cultural.

Rafael Nadal, receberá no próximo 17 de setembro o prêmio “Personagem Vanity Fair do Ano 2012”, com o qual a edição espanhola da revista faz uma homenagem ao esportista pela sua brilhante trajetória esportiva, seu talento, constância, inteligência e solidariedade que o converteram em um exemplo e motivo de orgulho para os milhões de espanhóis.

Vanity Fair quis conceder o prêmio para o tenista, que precisamente esta segunda-feira anunciou que não irá jogar a Copa Davis e estará fora das quadras, como reconhecimento a seu trabalho solidário através da Fundação Rafa Nadal e a um ano cheio de triunfos. Em 2012 conseguiu fazer história ao se consagrar pela sétima vez campeão de Roland Garros. Além disso, também ganhou o Masters 1000 de Monte Carlo, o Masters 1000 de Roma e o Conde de Godó.

Lourdes Garzón, diretora da Vanity Fair explica o porque do prêmio: “Rafa Nadal é um dos melhores esportistas de todos os tempos e além disso, é alguém capaz de despertar admiração mais além de seus êxitos como tenista. Para nós é um orgulho premiar seu talento, mas também sua atitude, sua valentia e generosidade nas quadras e na vida. Não tem nada mais difícil que saber ser um vencedor e que até seus rivais te reconheçam como um amigo”.




Artigo - Marca

Rafa Nadal estará fora dois meses mais


•     “Tenho que me recuperar e voltarei quando a dor desaparecer”.
•     “Tenho muitos anos pela frente e meu joelho precisa de um descanso”.



O tenista espanhol Rafa Nadal deixará de competir nos dois próximos meses para se recuperar do joelho. Entre outras coisas é impossível se por a disposição dos selecionadores da Equipe espanhola da Copa Davis para a próxima semifinal contra os Estados Unidos.

Rafa apresenta uma ruptura parcial no tendão rotuliano, uma inflamação da gordura de hoffa no joelho esquerdo.

Desde que foi diagnosticado, Rafa está realizando um tratamento médico baseado em medicação específica, fisioterapia, programa de reabilitação e potenciação muscular progressiva.
Depois das ultimas provas realizadas, a evolução de seu joelho está sendo favorável e Rafa seguirá o tratamento conservador descartando a cirurgia.

“Nas últimas semanas perdi os Jogos Olímpicos e o US Open, dois dos torneios mais importantes do ano e que eu queria muito jogar. Tenho muita vontade de voltar a competir e disfrutar do circuito, mas tenho ainda muitos anos pela frente e meu joelho precisa de descanso. Voltarei quando não sinta mais dores e possa competir com garantias”, declarou o tenista espanhol em um comunicado através da sua página na web.

“Estou tranquilo, depois da reunião com os médicos fiquei contente ao saber que a evolução das últimas semanas está sendo positivas e pode se descartar uma intervenção cirúrgica. Continuarei trabalhando como os médicos me indicarem para poder estar em condições de retornar o mais breve possível”, confessou o espanhol que se sente mais otimista com a sua recuperação.

O doutor Angel Ruiz-Cotorro irá oferecer uma Roda de Imprensa explicando os detalhes nessa terça-feira 4 de setembro no Real Club de Tenis de Barcelona.



sábado, 1 de setembro de 2012

Artigo - Marca



Nadal não chega a Davis.

  • O resto da temporada ainda fica no ar. 


Quando Aléx Corretja pediu pra se reunir com Rafael Nadal no dia 20 de agosto, os dois almoçaram juntos no Real Club de Tenis de Barcelona, antes do capitão da Davis partir para os Estados Unidos para ver o último Grand Slam. Lá, Rafa lhe disse que são poucas as chances de contar com ele nas semifinais do torneio. Contudo, Alex queria mostrar seu apoio e confiou ao número um do tênis espanhol o tempo que lhe for necessário.
A Federação Espanhola de Tênis adiou o anúncio da equipe até a próxima terça, o prazo limite, mas Corretja retorna neste fim de semana para Nova York sabendo que não poderá contar com Nadal pela terceira vez consecutiva.

O espanhol teve a ilusão de reaparecer na série, depois de perder dois meses de competição oficial, mas a recuperação de seu joelho esquerdo, que sofre da doença de Hoffa, é mais lento do que o esperado e ele não quer correr riscos. Depois de passar por mais exames médicos ontem, em Vitória, e embora a melhora é sensível, foi descartado sua inclusão no quarteto que irá representar a Armada nos  14-16 de setembro em Gijón contra os Estados Unidos.
Vale lembrar que há duas semanas começou na cliníca CIMA de Barcelona, ​​nas mãos de seu médico Angel Ruiz Cotorro, um tratamento para os joelhos porque teve de abandonar os treinos nas quadras esperando  voltar na próxima semana, apesar de não haver uma data específica para isso.

"Gira" asiática difícil
Na verdade também não é certa a participação do Rafa na temporada asiática, que tem como objetivo o Open 500 de Pequím e do Masters 1000 de Xangai. Defendendo 300 pontos na final em Tóquio, em 2011, mas agora o ranking é o que menos importa.
Ele quer voltar em condições plenas e talvez retorne na temporada de cimento, a superfície mais agressiva para suas articulações, não o mais adequado, nesta fase da campanha e quando a coisa mais importante é preparar a temporada 2013, que já deixou claro que será muito mais seletivo com o seu calendário, se necessário.

Mas até que o calendário de 2012 esteja na tudo última folha tudo ainda esta no ar. Ainda não é certo que Nadal estará entre os nomes do Masters no final do ano, a ser realizada no London O2 5-12 de novembro, e ele se classificou matematicamente após seu sétimo título em Roland Garros, em junho.

Estão certos Roger Federer, o n º 1 do mundo atual, e Novak Djokovic. Andy Murray e David Ferrer pode ser o quarto e quinto matematicamente na disputa e de acordo com os resultados deste ano do Aberto dos EUA.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Entrevista - Boris Becker para o Mundo Deportivo.



"Rafa Nadal tem tudo para ser um grande jogador de poker." 


Boris Becker (aquele que disse: "As pessoas não amam o tênis, amam o Nadal") deu uma entrevista ao jornal Mundo Deportivo, e conversou sobre poker, tênis, futebol e falou da parceria Rafa Nadal e PokerStars. 

Pra quem não sabe Boris é um ex-tenista e também trabalha com a PokerStars    disputando torneios pelo mundo... Coisa CHIC! 

Mas como pra nós só importa o Rafa, ai vai os momentos onde ele falou do Rafa: 

P - Recentemente, Rafa Nadal também se juntou ao time da PokerStars. Você tem muito mais experiência do que ele jogando poker, que conselhos lhe daria no início?

BB - Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estou muito feliz com a contratação de Rafa Nadal para PokerStars, eu acho que é uma grande contratação para a equipe. É um exemplo em seu trabalho e uma grande pessoa. Eu acho que as características que o torna tão forte em Roland Garros também vai ser forte em uma mesa de poker: paciência, perseverança, disciplina, “poker face”,  não mostra ao seu adversário como se sente, que é uma das suas principais características. Rafa Nadal tem tudo para ser um grande jogador de poker. Estou ansioso para vê-lo em uma mesa e jogarmos juntos.

P - Dos jogadores do atual circuito da ATP, quem você acredita que pode ser o melhor jogador de poker?

BB - Eu não sei, eu acho que Rafa pode ser um bom jogador, e Federer também, porque ele é um jogador muito inteligente. Na verdade, eu acho que todos os "melhores jogadores" têm uma coisa em comum: eles são muito competitivos e não tem medo de desafios difíceis. Nadal, Djokovic, Federer, ... todos eles são grandes concorrentes.

P - E focamos novamente no circuito da ATP, como você vê o panorama atual? Com a lesão  de Nadal, o retorno de Federer ao n º 1, ...

BB - Eu estou um pouco triste por Nadal não poder jogar no momento, porque ele jogou a primeira parte da temporada muito bem, vencendo Roland Garros e Wimbledon estava bem até que se lesionou, deixando-o incapaz de competir nas Olimpíadas. Ele vai perder grande parte da temporada, por isso o foco será em Federer, que venceu Wimbledon e recuperou o número 1 do mundo, e Djokovic.
A questão é, Djokovic conseguirá defender tudo que venceu no ano passado ou Federer surpreenderá a todos? Temos que esperar e ver o que acontece... Murray está ficando mais forte, e pode fazer um bom Aberto dos EUA, mas não o vejo lutando pelo 1 º. Talvez no próximo ano, mas esse ano eu acho que vai ficar entre Federer e Djokovic.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Artigo - El Pais


"Você fica cansado de sempre jogar com dor"


  • Toni Nadal analisa a situação de seu sobrinho Rafael, que na segunda-feira começa o tratamento contra a síndrome de Hoffa, enquanto espera jogar a Davis.



Na segunda-feira, Rafael Nadal vai voar para Barcelona para se encontrar com Dr. Cotorro, seu médico pessoal e da federação de tênis. "Tem que fazer um novo tratamento", diz por telefone Toni Nadal, tio e treinador, para explicar porque o número três do mundo parou de treinar com raquete. "É melhor ir [ao médico] sem forçar a questão.Vai para Barcelona com Cotorro, e depois voltaremos do começo. Agora não há nenhuma pressa". A questão é a hoffittis que sofre Nadal, um inchaço doloroso no joelho esquerdo. A ausência de urgência se deve pelo fato do  jogador já ter renunciado os Jogos e os torneios de Toronto, Cincinnati e no Aberto dos EUA, que o deixará no mínimo 78 dias sem competir. O tratamento, até agora baseado em fisioterapia, terapia física, e iontoforese termoterapia, em Barcelona será determinado sob a supervisão de Cotorro, que se recusou a falar. Isso sobre a dor. E sobre a mente, a vontade, e o fogo interior que leva a vitória para Nadal? Como está tratando isso após a decepção de não ser capaz de ser o porta-bandeira da Espanha nos Jogos Olímpicos?

"Sobre Rafael lhe falo agora de duas questões," racíocina de Toni. "Primeiro, com tudo o que já ganhou já pode se dar por satisfeito, porque tivemos muito menos problemas do que previu em 2005 [alguns médicos disseram que Nadal não poderia competir no mais alto nível por uma lesão no pé]. Então você tem que amadurecer ", segue o treinador.

"Ele sente que perdeu ranking, então torna-se mais difícil de ver tudo de volta. Lhe digo: 'Olha Del Potro foi esteve lesionado um ano, voltou e ainda joga no mesmo nível. Olhe para Carlos Moya, ele voltou. Perdemos um pouco no rankinh, ano que vem vamos estaremos um pouco mais apressados, mas depois de tanto tempo que você tem que te que ter tranquilidade '. Essa é a minha mensagem. Acertas as  adversidades. Ser duro e amadurecer. "

O argentino Del Potro sofreu uma lesão no pulso, desceu ao inferno para ser 485 do mundo, e depois voltou a ficar entre os dez primeiros. Moya, o amigo, o conselheiro, o número um que treinou com aquele adolescente moreno, foi arrastado para o número 59 e, em seguida, recuperou um lugar entre os quatro primeiros.

Vamos ouvir Nadal, vencedor de 11 GS, o campeão olímpico de 2008, o ogro do saibro, quando ele decide colocar o pé no freio e não ir para o Aberto dos EUA, que começa em 27. Os médicos dizem que os tendões dos joelhos estão muito melhor do que há três anos, quando começou o tratamento com plasma enriquecido com fatores de crescimento. Ele responde que a síndrome de Hoffa, que o incomoda com dores no joelho esquerdo que às vezes pode ficar desconfortável ao caminhar, não desapareceu, apesar dos dias de repouso e tratamento depois de sua derrota na segunda rodada de Wimbledon, seu último torneio.

"Ia bem, mas vimos que ainda havia algum desconforto", diz Toni na última tentativa de chegar a Nova York. "Você fica cansado de jogar com dor constantemente. Você sabe, no final, colocando as ataduras, que o caminho é curto [uma carreira mais curta]. Então decidimos não jogar até que ele esteja cem por cento ", argumenta. "O problema melhorou, mas o desconforto persistiu. Indo para o Aberto dos EUA, se ele não tivesse tido problemas no primeiro jogo, ele teria no segundo. Melhor parar. Mais complicado foi o tendão, e está muito melhor ", encerra.

Nadal sonha jogar as semifinais da Copa Davis, a Espanha enfrentará o EUA em Gijon entre 14 e 16 de Setembro. Ele tem quase um mês para se preparar. Primeiro a dor deve desaparecer. Então você tem que chegar a um ponto físico mínimo nos treinamentos. Finalmente, chegaria a competição: Se Alex Corretja, o treinador, conta ele no time espanhol , provavelmente, e até à data, o ideal seria disputar nas duplas, e não no indivídual na partida inaugural.