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sábado, 29 de setembro de 2012

Entrevista - El Mundo


Rafa Nadal ... naturalmente

O tenista Nº4 do ranking da ATP entrou esta semana no parque madrileno EL Retiro para a inauguração da exposição fotográfica 'Wild Wonders of Europe’ . Ele fez isso como embaixador da boa vontade das United Postcode Loteries, patrocinador da amostra assim como da  Fundação Rafa Nadal. ElMUNDO.es falou com ele.

P - O que tem a ver natureza com tênis?

RN - Hummmm ... Eu acho que muito pouco.

P - Homem, a competição entre adversários, o esforço físico, a estratégia para capturar o troféu, o triunfo do mais forte, o barro ...

RN - Não, não tem nada a ver. Eu realmente acho que o tênis é muito diferente da natureza.

P - Em qualquer caso, parece que você gosta de natureza.

RN - Muito, eu sempre estive perto dela e quando eu tenho um momento livre eu me perco no mar.

P - Parece um projeto interessante este que propõe o Rewilding Nature , deixando o meio ambiente se reasilvestrar por si só ..

RN - É ótimo. Parece incrível que isso ainda não tinha ocorrido a ninguém.

P – Deixar a natureza evoluir por si só parece impossível em muitos lugares.

RN - Sim é verdade que para recuperar algumas áreas seria necessário investir muito dinheiro. E ninguém quer fazer isso.

P  - Você poderia apontar alguns lugares específicos?

RN - Homem, sim ... Aqueles locais que são construídos em área selvagem.

P - Em Mallorca há algum desses lugares que se refere, como Magalluf, por exemplo.

RN - Uff, aquilo é um horror. Mas eu não quero dizer para não ser construído. Para mim, isso parece algo bom a ser construído, é necessário. O que eu acho é que você deve sempre construir respeitando o ambiente natural sem destruí-lo, nem levantar edifícios agressivos.

P - Fala da arquitetura tradicional.

RN - Sim, é algo que eu acho que agora está praticamente esquecida.

P - É verdade que na sua terra de Mallorca, há lugares onde não respeitam o meio ambiente, mas, igualmente, mantém lugares excepcionais, tais como a Sierra de Tramuntana.

RN - É claro, parece incrível que existem lugares que são mantidos, bem como o Tramuntana ou Cabrera. Isso realmente é uma maravilha. Sim há peixes lá. (E a resposta, é um bom tempo debaixo d'água admirando uma foto mostrando um lado do atum rabilho quase extinto. "Que bom!" que esse escapou).

P - As imagens desta exposição são muito bonitas.

RN – É verdade. Parece impossível que eles possam tirar fotos tão agradáveis. A natureza é muito bonita, mas essas fotos as realçam mais.

P - Qual você prefere?

RN - Todas. Todas parecem incríveis (e para em outra foto, dessa vez mostrando a luta de dois enormes bisões em meio a uma nevasca ártica. "Isto parece fantastico, que coisa boa!" Diz em voz alta).

P - Se você quiser mudamos de assunto. Não perguntarei sobre o seu regresso à competição seria imperdoável. Quando pensa em voltar para as quadras?

RN - Eu já disse isso antes. Voltarei quando o joelho estiver totalmente recuperado. Esta é a única prioridade.

P – Parece que está bem.

RN - Vai muito bem. Mas não há. Atualmente trabalho na reabilitação e em breve começarei a treinar novamente. Ainda é cedo para saber quando eu voltarei.

P - Você já teve medo de uma possível retirada?

RN - Não. Eu estava muito triste de não jogar os jogos, este acabou sendo o pior, pois só acontecem a cada quatro anos e quem sabe o que vai acontecer em seguida. Eu também  perdi o Aberto dos EUA e a Copa Davis, mas eu nunca tive dúvidas de que jogaria novamente.

P - Se se recuperar para a final da Copa Davis jogará, mesmo que perderia  no próximo ano o número 3 no ranking da ATP?

RN - é algo que não me preocupa. Mas eu não acho vou estar recuperado. E se eu estiver tampouco eu acho que qualquer um é melhor do que outros companheiros, muitos outros do estão mais em forma que eu e que defendeu soberbamente  a Espanha na rodada anterior. Pensar de outra forma seria uma falta de respeito com eles e com o país que representam todos. Em última análise, o treinador vai decidir. Mas tudo isso é especulação, a única coisa que me importa agora é me recuperar perfeitamente, não importa o quanto for preciso para 




Vapy Vupt - Vídeos

Entrevistas




Entrevista com Mikel Sanchez médico do Rafa. 


Agustín Amigó - "Vamos Rafa!"

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Entrevista - AS.com




As – A penúltima coisa que soubemos de Rafa Nadal é que, fora das quadras de tênis, compete nos torneios de golf... e também se converteu em um bom jogador de poker. Omo aconteceu essa última?

RN – No golf tenho handicap 3.9. O poker é um jogo especial em que você tem que estar focado o tempo todo. Aproveite e lhe dá uma chance para pensar. É ótimo quando você tem tempo livre fora das quadras.

As – Também tem um treinador pessoal no poker?

RN – Há! Há! Tenho um treinador pessoal, mas não é igual meu tio Toni no tênis, claro. O que tento também é ter meu próprio estilo, agressivo e com bom controle mental. E nisso o tênis e o poker se parecem, na importância da parte mental.

AS – Qual sua situação atual no processo de recuperação da lesão que sofre no joelho esquerdo e quais são suas eventuais possibilidades de reaparecer antes do final de 2012?

RN – Estou trabalhando duro, embora não na quadra de tênis, com sessões de natação e de reabilitação, no ginásio e com meu fisioterapeuta. Faço musculação, bicicleta... quero me recuperar até o ponto em que estava antes da lesão: eu levava uma temporada de tênis incrível. Nado 1km diariamente no mar com traje de neoprene: ele flutua melhor.  O joelho vwm respondendo bem, mas minha única prioridade é voltar quando o joelho estiver 100%. A única realidade sobre minhas opções de voltar antes de 2013 é que... não sei.

AS - Apesar de sabermos que não traz boas lembranças, poderia detalhar o processo de sua lesão e como isso acabou fazendo você perder os Jogos Olímpicos e o Aberto dos EUA? Se lesionou antes do Rosol? Como isso acontece?

RN – Não se trata Rosol ...  ou depois de Rosol, porque eu não volto a jogar. No Masters 1.000 de Indian Wells, em março, tive uma ruptura parcialmente de tendão  no joelho esquerdo. É uma ruptura pequena. Mas depois dessa ruptura foi quando eu tive que me retirar nas semifinais em Miami. Começou a temporada de saibro e vamos colocando ataduras: infiltração e tratamento. Eu não sei se eu tinha que parar lá, mas eu suportei a dor muito bem e comecei a jogar o que acabou sendo uma das melhores temporadas de saibro na minha vida. Até a chegada de Roland Garros ...

AS - E...

RN - Como eu disse, eu estava jogando inacreditável. Um dos melhores  Roland Garros em minha carreira, eu não sei se a melhor. E aí começa a doer de verdade. Sigo jogando, é claro, porque é Roland Garros e eu tenho que tratar com anti-inflamatórios para jogar semifinais e finais, se quisesse ter a oportunidade de fazê-lo. Eu não sei o que teria acontecido se não for tratada em Roland Garros ...

AS - está indo para a grama em Halle, onde claramente não se movia bem, perde para Kohlschreiber ... e depois chega Wimbledon.

RN - Em Halle e estava mal, estava limitado, mas há ainda a esperança de recuperar para Wimbledon. Então, entre Halle e Wimbledon, os treinos se tornaram terríveis: a dor no joelho esquerdo. Talvez eu devesse ter parado ali, porque os treinos se tornaram tão ruins que eu mal podia treinar... Mas veio Wimbledon. Lá fui eu e joguei com infiltrações desde a primeira rodada, caso contrário, teria sido impossível. Talvez pudesse ter parado depois de Roland Garros. Certamente, teria feito bem em outras circunstâncias, mas o torneio de Wimbledon foi chegando e eu sempre quero jogar lá: é Wimbledon.

AS - E aqui vamos nós: bate Bellucci e na segunda rodada pega Rosol, no último dia até hoje, que Rafael Nadal pisou em uma quadra em alta competição: 28 de junho de 2012, na Central Court of All England...

RN - Chega um momento em que seus joelhos dizem que você tem que parar, e quando a dor te limita. Como eu disse, eu sempre resisti muito bem à dor, mas chega aquele momento, esse dia do Rosol, onde você começa a pensar sobre como você tem que colocar a sua perna quando você corre e você vai para a bola. Depois de Indian Wells tinha sofrido com infiltrações e tudo mais. Depois de Roland Garros, e, basicamente, eu não poderia ter continuado a jogar. Mas para chegar a esse ponto de dor que eu descrevi, então... em seguida, é impossível competir.

(Quando Rafael Nadal se lembra dessas sequências, seu rosto aparenta uma mistura de decepção, dor e amargura e que é tão difícil de descrever... não gostaria de ver em qualquer outro momento).

AS - Ainda assim, Rafa, ainda faz uma tentativa quase desesperada de alcançar os Jogos Olímpicos de Londres: iria ser o porta-bandeira  da Espanha.

RN - Perder a Olimpíada foi muito difícil e muito triste. Foi uma decisão difícil e que foi mais complicada pelo fato de que seria o porta-bandeira. Perda no ranking não me afeta: você pode recuperar. Se você perder um torneio de Grand Slam, você sabe que haverá mais oportunidades futuras. Os quatros torneios grandes acontecem todo ano. Mas a Olimpíada é uma vez a cada quatro anos. Não sei o que vai acontecer em quatro anos. Eu não gostaria de perder esta oportunidade. Mas eu tenho motivação suficiente para continuar tentando: Essa lesão não tomou qualquer um. Eu ganhei em Roland Garros. Eu não estou com medo.

AS - Esqueça os males. Como foi apreciar de fora deste mais recente capítulo da temporada? Vamos falar sobre a Copa Davis e da equipe da Espanha, e na final contra a República Checa,  e a explosão de Andy Murray ...

RN - O que eu posso dizer sobre a Davis? Estou feliz pela a equipe. Todos são grandes amigos e têm feito um grande esforço. Especialmente, eu estou feliz por David Ferrer, que tem tido uma temporada fantástica. Também  fico feliz que Andy Murray venceu seu primeiro torneio do Grand Slam. Não creio que seja por Ivan Lendl. Andy já havia jogado quatro finais nos últimos três ou quatro anos e ele merecia. Quando você está na final já está ansioso para o melhor: você lá. Eu não sei como esta vitória em Nova York vai mudar além dos Jogos Olímpicos. Normalmente, quando você chegar a este ponto é mais fácil de repetir.

AS - Será que vamos ver Nadal na Davis, na República Checa, em novembro? Lá, em 2004, em Brno, um menino de 17 anos começou a forjar um mito: era Rafael Nadal.

RN – Foram minhas primeiras grandes emoções. Foi inesquecível. É engraçado: os tchecos têm quase a mesma equipe, com Berdych e Stepanek. Falta Jiri Novak, que me bateu então. Mas não irão colocar uma quadra tão ou mais rápida do que Brno, que nem sequer foi aprovado. Na Davis você tem que considerar o que é melhor para a equipe. Você tem que jogar o melhor para a equipe em todos os momentos. É como se Messi não jogar todo o ano e chega à final da Liga dos Campeões em si é bom. O que você está fazendo? Eu queria jogar este ano e eu não podia. Eu não vejo como aqui há menos de dois meses, pode ser o melhor para a equipe. Agora, o melhor exemplo é a lição diária.

AS – Dizia você, Rafael Nadal, que tem sido "treinado para suportar a dor", mas quando "você começa a pensar sobre como você tem que colocar a sua perna quando você arranca e você vai para a bola ... em seguida, é impossível para competir ". Isso significa que após o intervalo, você pode precisar remodelar seu tênis e mudar a forma de jogar ...?

RN - Isso seria errado. Quando e como é que eu faço? Eu não posso mudar aos 26 anos. Meu estilo de jogo é o que é não é sacar e volear, nem tenho um serviço como Isner para ficar em jogos baseados em aces. Posso volear  duas ou três vezes, mas eu não posso o tempo todo ir para a rede. Ao longo dos anos tenho jogado mais agressivo e melhorando a posição em quadra. Leio melhor o jogo. Não me sinto tentado a fazer mudanças drásticas.

AS - mas ainda mantém uma alta demanda física, o que parece condicionarlo em muitas coisas ...

RN - Eu corro muito menos do que antes e dizem que é porque eu jogo melhor tênis. É a única maneira de ganhar torneios consecutivos, como Monte Carlo, Roma e Roland Garros. E pelo que eu vi e senti nesses torneios, agora em quadra eu não corro mais do que Djokovic. Na verdade, ganhar torneios, como eu fiz este ano é algo que não pode ser alcançado apenas com base na raça, não é ...?

AS - Fora do jogo em si, pode ser aumentado para minimizar suas aparições em torneios de quadra rápidas em superfícies duras?

RN - As quadras duras são muito negativas para o meu corpo: costas, joelhos e tornozelos. Mas ... Eu não posso fingir que parar de jogar em quadras duras quando dois Grand Slams (Austrália e EUA) são jogados nessa superfície. Eu sei, mas ele está errado, o esporte está se movendo nessa direção. Este é um negócio e estas quadras são mais fáceis de construir do que grama ou de terra. Mas há um problema com este. Tenho 100% de certeza do que eu digo: eu vejo jogadores de futebol ou de basquete, esportes que são de movimentos tão rápidos, jogando em quadras tão dura e negativa para o corpo. Eu venho dizendo há muitos anos e centenas de vezes antes para a ATP. Mas isso não vai mudar: não para mim ... ou a minha geração.

AS - Em suma, pode ser forçado a fazer novos planos no calendário?

RN - É possível jogar mais do que antes no saibro e me concentrar mais nesta área. Não é tão fácil a esse ponto: Eu não sei se há muito mais opções.

AS - Além da lesão em si,  é possível aceitar que o seu desempenho físico já não será como em outros tempos?

RN - talvez não no mesmo nível físico que tinha em 2004, 05, 06, 08 e 10... Sempre se perde alguma coisa, mas isso não me assusta. Eu não sou estúpido. Eu sempre soube que preciso p fazer progressos em outras coisas e eu acho que eu fiz. Mantive-me oito anos entre os dois primeiros do ranking da ATP, no topo da competição. Não faz nem  mesmo  quatro meses que eu ganhei  Roland Garros depois de um dos melhores momentos da minha vida no saibro. Eu tenho motivação e confiança. Por que mudar tudo em cinco meses? Por que não voltar a ser o mesmo?

AS – Os anos passam e as perspectivas vitais mudam.

RN - Mas você não pode olhar para tênis como um negócio. Você tem que fazê-lo com paixão, eu não conheço nenhuma outra maneira, eu tenho feito toda a minha vida. Eu trabalho todos os dias tão duro quanto eu puder para recuperar o joelho. E eu tenho 20 anos com um treinador apaixonado e exigente, o tio Toni, que faz você treinar na parte da tarde, se choveu de manhã, ou você treina de sexta-feira a sábado, se continuar a chover ..

AS - Expandindo esse assunto, é possível pensar que  aja uma escola definida por nuances especiais que é o que tem levado os tenistas espanhóis ao mais alto como uma referência?

RN - Eu não acho que há uma escola espanhola. Sim, temos boas condições para jogar um bom tênis, tempo muito bom e uma tradição que permite treinar quase todos os esportes em muitas partes da Espanha. Muitas pessoas fortemente comprometidas, bons treinadores que te exigem, como o meu tio Toni ... se não tem tudo isso, então haveria menos chance de saírem bons jogadores.

AS - Todos os bons jogadores que, mesmo sem Rafa Nadal, deram a Espanha em sua nona final da Copa Davis, sétimo desde 2000. Te motivaria especialmente reaparecer no final iminente da República TCheca?

RN - Eu queria jogar a partir das quartas de final, mas não consegui porque o joelho não  deixou. Agora eu não sei quando eu poderei  voltar e, no caso da Davis, dependerá de duas coisas: o estado do joelho e eu estar pronto para competir de uma forma que iria convencer o capitão, Alex Corretja. A decisão não é minha. Às vezes a gente perder a perspectiva, porque o tênis é um esporte individual ... e Davis é uma competição por equipes. É em todos os momentos fazer o que é melhor para a equipe.

AS - Desenvolver essa reflexão.

RN - Por exemplo, o mesmo Federer passou anos inteiros sem jogar com a Suíça e só foi na última eliminatória. Pensaram que era o melhor. Agora, Almagro tem jogado todos os playoff com a Espanha, mas se o capitão disser que a final deveria  jogar outro, acho que Almagro deve ser feliz de qualquer maneira, como todos os jogadores que ajudaram a equipe a chegar à final ... ou levantar o troféu. Eu ficaria feliz em viver a atmosfera da equipe. Agora eu não posso dizer mais.


AS - Você está surpreso com nada em particular sobre como se desenrolaram estes meses o circuito da ATP?

RN - Eu não posso dizer que fiquei surpreendido. Federer, que manteve o número um, Djokovic e Murray têm estado no controle das coisas, jogaram as semifinais e finais. David Ferrer vem jogando incrivelmente, merece mais e ainda não teve essa janela para espiar o topo. David teve má sorte com a suspensão da semifinal do Aberto dos EUA contra Djokovic. Parou no pior momento para ele. Murray parece ter a confiança que estava faltando antes. Para o tênis é bom que Andy agora subiu para o nível mais alto.

AS - Já se sentiu envolvido nos últimos meses por seu companheiro de ATP?

RN - Estou feliz por ter recebido praticamente todos os SMS. Espero agradece-los: o mais tardar, na Austrália.

AS – E ‘seu’ Real Madrid ...

RN - Mmm ... o que Mourinho faz é muito difícil: a tarefa mental de manter a ambição de todos, a cada ano e com toda a intensidade. Mas onde uma equipe como o Real Madrid ganha realmente está na mente. Eu acho que eles podem decidir jogos com o Barça.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entrevista - Vanity Fair

Rafa Nadal: Do infinito ao além


  • O tenista recebe essa segunda-feira o prêmio de personagem do ano Vanity Fair
  • Fala pela primeira vez após anunciar que não vai continuar a temporada
É a primeira entrevista que concede desde que anunciou que sua lesão no joelho o impediria de continuar a temporada. Rafa Nadal, Personagem Vanity Fair do Ano, nos fala de êxito, dinheiro, família e de como manter a sua relação salva da curiosidade alheia.

“O êxito não é a vitória, e sim tudo o que você brigou para ganhar. A certeza de que fez tudo para conseguir o que queria”.

Sobre a sua relação com Xisca Perelló: “Entendo que a discrição é o melhor para mim e para ela. Se não, isso iria se converter em um show desnecessário e incomodo”.

“Estou longe de saber o dinheiro que tenho. Não é algo que me preocupe diretamente. O meu pai se encarrega dessa parte”.

“Não tenho muitos caprichos. Somente comprei um carro na minha vida, depois de ganhar a final em Wimbledon”.

“Não sei quanto tempo continuarei jogando tênis, dentro de cinco anos já terei 31 e tendo em conta que comecei aos 16 ... quem sabe?”

Ser de um “povoado” faz que as relações familiares sejam mais próximas. Vivo com meus pais e minha irmã e visito meus tios quase todos os dias. Sou feliz com essa forma de entender a família”.

*A entrevista completa só na revista mesmo :(


sábado, 15 de setembro de 2012

ENTREVISTA | EDUARDO ANITUA E MIKEL SÁNCHEZ


"Nadal se recuperou bem, isso não é uma recaída"


  • Eduardo Anitua criou em Vitória o método de recuperação de lesões  com plasma rico em fatores de crescimento. E o Dr. Mikel Sanchez, que o aplica em Rafa Nadal.

AS - Quanto esta técnica pode acelerar a recuperação de um atleta?
Sanchez: Isso depende do paciente e da qualidade do tecido, que nos atletas de elite normalmente de pior para o desgaste. A nível muscular, pode acelerar uns 30% sobre o prazo previsto. Este tratamento evita as recaídas.
O que é?

Sanchez - Com o plasma, se estimula as células para a fabricação de tecidos. Um atleta, que gasta mais do que o tecido normal, provavelmente tem lesões degenerativas em algumas áreas. (O método PRGF-Endoret baseia-se em extrair o sangue, centrifuga-lo para concentrar as proteínas, depois da separação  "que não ajuda a regeneração do tecido" e infiltrarem no tendão danificado ou músculo).

AS - No início, houve sua relutância.

Anitua - Com o apoio da Agência espanhola antidoping  e do COE e conseguimos apresentar todos os argumentos ao COI em Lausanne, em uma dura reunião, onde ensinamos princípios biológicos e seus resultados. Por unanimidade decidiram enviar uma carta para a Agência Mundial Anti-Doping  dizendo que não tinha nada a ver com doping. Eles tomaram o bastão e dentro de 24 horas, o retiraram da lista de substâncias proibidas. Em Londres, em 2012, a maioria dos países tem aplicado rotineiramente.
E como Rafa Nadal chegou a suas mãos?

Sanchez - Bem, em 2010, com uma tendinopatia do quadríceps em péssima evolução, com baixo desempenho atlético e depois de tentar vários tratamentos. Nós aplicamos esta técnica e teve uma recuperação muito rápida.

AS - Agora enfrenta seu mais longo período parado e o estão tratando.
Sanchez: Sim. Aquela já se curou e a lesão agora é nova. Não tem nada a ver. (Sofre de uma ruptura do tendão patelar e uma inflamação na gordura de Hoffa do joelho esquerdo).

Anitua - Não é  uma recaída, mas algo totalmente diferente. A causa fundamental, em Rafa, como em outros esportistas, é a sobrecarga enorme que toma.

AS - Agassi deixou uma vez uma frase muito lembrada: "Atinja cheques contra o seu corpo ' , por sua forma de jogar tão agressiva. Certo?

Sanchez - Estes cheques foram bem gasto, ele ganhou muitos títulos. Esporte de elite nunca é saudável.

AS - Estiveram jantando com ele e o Rei em Mallorca. Nadal fica louco sem jogar. Como eles veem?

Sanchez - Bem, porque é uma pessoa muito sensata e está fazendo todos os esforços para voltar às quadras.

Anitua - Rafa nos visitou antes dos Jogos, porque  queria recuperar-se para jogar-lo. Ele tinha uma vontade enorme de ser o porta-bandeira. Mas a lesão que ele tinha, era algo que não tinha sido prolongando que o proibia de competir. Agora está com um excelente estado de ânimo e com um grande desejo de curar-se.

AS - E como vai voltar?

Sanchez - Somos apenas médicos. Nós não temos bola de cristal. Mas isso é um contratempo não mais. Voltará a competir sem problemas, pois a articulação do joelho está  perfeita.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Entrevista - Toni Nadal



Tio Toni deu ontem uma entrevista ao programa Fora de Joc do canal balear 24, e entre tantas coisas disse como Rafa se encontra: 

"A recuperação segue bem, mas um pouco lenta. O problema é que a gordura que se encontra na área do joelho está dura e no momento temos que esperar ela amaciar. Além disso  uma infexão após a extração de quatro dentes do siso, mostra que tratamento não é igual  ao de outras ocasiões " 

Mas Tio Toni deixou claro, novamente, que o Rafa não vai se retirar assim tão fácil do tênis: 

"Está baixa não é uma questão mental. A parada é boa para a recuperação e regeneração de todo o corpo. Desde 2005 que ele joga com muita dor." 
"É muito sortudo, joga tênis, vai muito bem economicamente e esportvamente. Confio que Rafa pode dar o nível máximo, tem ilusão para continuar e está triste."

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Rafa está livre de cirurgia

De acordo com a equipe médica que trata de Rafael Nadal, está completamente descartada a realização de uma intervenção cirúrgica no joelho esquerdo do tenista.

Ainda segundo os médicos, Nadal está seguindo corretamente um tratamento "conservador" intensivo e após o último teste constatou-se que o tendão está respondendo bem, "Os tendões estão evoluindo lentamente e nos propusemos a continuar com este tratamento e a cirurgia está totalmente excluída", declarou o Dr. Angel Ruiz Cotorro em conferência de imprensa no Real Club de Tenis Barcelona.

Especificamente a respeito da lesão, o médico esclareceu que "o que ocorreu foi uma estesopatia patelar, uma lesão a nível de todas essas fibras posteriores do tendão patelar, que tem posteriormente hoffa, gordura ao redor do tendão."

Cotorro explicou que a ruptura do tendão patelar diagnosticada não é absolutamente grave. Sobre o tratamento adotado, o médico chefe afirmou que durará cerca de um mês e constitui-se em um mix de fisioterapia, iontoforese, laser e termoterapia, "Em um período de um mês, se os exames forem bons, ele poderá voltar a treinar em quadra. Mas não é o objetivo prioritário, mas sim que o tendão recupere a força de sempre. A medicina não é uma ciência exata, mas conhecendo Rafa e observando como ele evoluiu, consideramos que é um tempo suficiente para que esteja em condições. Mas não temos que nos precipitar." Dessa forma, estima-se que em dois meses o quadro terá evoluído para o nível normal.

Perguntado sobre como Rafa sentiu-se após receber a notícia de que não poderia participar de torneios importantes como os jogos olímpicos de Londres, o US Open e a Copa Davis, Cotorro disse: "Rafa estava em uma linha totalmente positiva. Logicamente quando alguém diz que você não pode participar de competições importantes, você não fica contente no primeiro dia. Mas agora ele está em uma situação psicológica perfeita, com vontade de se recuperar e voltar o mais rápido possível". Cotorro revelou também que Rafa conta com a confiança e o apoio da família, fãs e amigos para sua plena recuperação.


Los médicos descartan la cirugía para Nadal, que podría volver en dos meses Foto: Agencia EFE / © EFE 2012. Está expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los contenidos de los servicios de Efe, sin previo y expreso consentimiento de la Agencia EFE S.A.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Entrevista - Toni Nadal para o IB3

Toni deu uma entrevista ao Canal balear IB3 e deu as últimas notícias sobre o Rafa e se podemos esperar  vê-lo ao menos na final da Davis. 

Aqui vai uns trechos e no final o vídeo: 

"Se voltarmos em dois meses, vamos ter que ver se chegará em condições de jogar o Masters de Londres ou uma hipotética final da Davis.


No entanto, não seja muito justo, e eu duvido muito que o capitão o chame em detrimento de Ferrer e Almagro que são aqueles que classificariam a Espanha para a uma final. Depois de tanto tempo sem jogar, Rafael não estará em boa forma física ou tampouco técnica para resolver tais jogos importantes.


Eu não sei se a temporada acabou para Rafel. Agora eu não me importo em qual torneio vai voltar, eu estou preocupado como vai a recuperação. O que está claro é que quando voltar a treinar em novembro, vai chegar bem para o Aberto da Austrália.


É claro que Rafa não está feliz, porque ele não pode exercer sua profissão, mas ele aceitou. 


Nós o levamos com resignação e aceitação. Que remédio. Depois da última visita ao médico, Rafel está mais animado, já que não terá que passar por nenhuma cirurgia e isso consola uma pouco. 


Tudo o que Rafael pode fazer é acreditar Rafel no trabalho, que é o que sempre fizemos, trabalhar para estar no topo. Se voltarmos para o topo perfeito, e se não, então má sorte. Tampouco vai afundar o mundo. Eu espero vê-lo 100%, e não sei se100% será suficiente para bater Federer, Djokovic, etc. Mas eu não tenho nenhum indícios de quando Rafa estará de volta. Del Potro ficou um ano sem jogar e voltou para o mesmo nível. Moya ficou parado sete meses e voltou ainda melhor do que antes da lesão. É verdade que custa muita muita, ele voltará ao topo. 


Eu não sei se teria sido melhor parar antes. Provavelmente, se tivesse parado antes seria melhor fisicamente, mas com certeza não teria os títulos que tem. Rafa venceu Wimbledon com dor, RG com muita. Ele já ganhou muitas coisas. Seria melhor fisicamente hoje, mas teria tantos títulos no bolso "

sábado, 1 de setembro de 2012

Vapt-Vupt


Rafa foi indicado ( e venceu) na categoria "Atleta mais carismático"  no Telemundo's Premios Tu Mundo Awards!


Entre os indicados estão o wide receiver do NY Giants Victor Cruz, a saltadora mexicana Paola Espinosa, o jogador da seleção mexicana de futebol Guillermo Memo Ochoa e a musa argentina do hockey na grama Luciana Aymar.

...

Esse US Open é um verdadeiro dramalhão mexicano, sem o Rafa (sem Monfils também, alguém notou?), a despedida precoce de Caroline Wozniacki... calma ai eu tô brincando, principalmente porque aparentemente ninguém ligou muito pra isso. Mas o trsite mesmo foi ver a (re)despedida da Super Kim do circuito. Rafa já mandou seu recado no facebook e a Babolat fez um video com seus atletas mandando mensagens para a grande Kim Cljisters. 


(Agora vamos esperar mais uns dias e iremos ver o do Roddick) 
...

Em uma recente entrevista para o Tennis Channel o todo lindo, Lleyton Hewit, falou um ; pouco sobre o Rafa e disse que seu filho Cruz de 4 anos, não é um de seus maiores fãs:

"Daddy is not his favourite player. Rafa Nadal is. That is hard to take."

"O papai não é seu tenista favorito. Rafa Nadal é. Isso é tão difícil de aceitar" 
Coisa linda de Deus, manda ele pra mim que eu crio com todo o amor do mundo. 


...

Tá com dívida? Ninguém mandou seguir essa profissão, deveria ter tentado a sorte no tênis. olhem só... 

Nós já haviamos dito que Rafa fará uma partida, quase um show, no Madison Square Garden em New York, ao lado de Serena Williams, Victoria Azarenka e Juan Martin Del Potro, e ele receberá nada mais nada menos que $1.5 milhão de doláres por apenas 2 horas de evento. 

E você ai achando que a Viviane Araújo tá milionária.... 

Continuando no assunto monetário, segundo as revistas Sports Illustrated e Forbes, Rafa é o segundo tênista que mais faturou nos ultimos seis meses (e 8º atleta do mundo), Rafa recebeu em torno de $29 milhões de doláres em prêmios e contratos. 

Na lista de tenistas ele fica atrás somente de Roger Federer que recebeu $51.4 milhões (a maioria com contratos) e seguido por Maria Sharapova que recebeu $26.5 milhões de doláres, e que ano que vem vai subir um pouquinho com sua nova empreitada SugarPova.

...

Mais um vídeo training drill pack da Nike+. 
Tô "ready" não Rafa. Se eu fizer isso eu não levanto do lugar durante um mês, isso sendo positiva.


...


E pra finalizar, um vídeo do Rafa treinando essa semana. 

Ai que saudades!!! 



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O desabafo de Benito Barbadillo

O assessor de imprensa do Rafa se irritou com jornalistas italianos e franceses durante uma conversa em Flushing Meadows, onde acontece o US Open. Barbadillo falou sobre os rumores de dopping que atormentam o tenista; o agravamento das acusações devido ao apoio dado por Rafa ao ciclista Alberto Contador; as falsas versões sobre sua recente lesão; a especulação infundada de desistência da disputa dos jogos olímpicos por medo do rigoroso sistema anti-dopagem; a perseguição sofrida pela Espanha em consequência do sucesso esportivo alcançado.

Ele também esclareceu que Rafa está em trabalho intensivo com seu fisioterapeuta e que a lesão está sendo curada. Afirmou ainda que pensa em contratar uma assessoria jurídica para processar aqueles que estão denegrindo injustamente a imagem de Nadal.

Veja alguns trechos do relato:

"Estou furioso com parte da imprensa que espalha falsos rumores sobre Rafa. Chega de insinuações de dopping!". 

 "Vocês todos sabem o quanto ele quis carregar a bandeira de seu país"

"Tudo o que posso dizer é que quando estivermos certos (de que ele voltará) faremos um comunicado à imprensa. Quando a dor desaparecer ele estará de volta. Os tendões estão se curando"

"Itália e França são países que amam tênis do tipo que Federer joga, por isto eles o atacam (a Nadal). Realmente gosto do Federer, mas isso não siginifica que Nadal não seja talentoso"

"Nadal tem muito talento. Alegações infundadas machucam tanto quanto julgamentos sumários"

"Federer está acabado? Murray ganhará algo importante? Eu era dos primeiros a defendê-los e os resultados recentes mostram que eu estava certo." 

"Ele não merece ler tudo o que se escreve dele em redes sociais, principalmente no Facebook."

"Nadal estará de volta o quanto antes, estou convicto disto. Em 2009 todo mundo disse que ele não voltaria no mesmo nível, 12 meses depois ele ganhou Roland Garros, Wimbledon e o US Open"

"Ele quer treinar e começar a jogar mais uma vez, então ele definitivamente voltará com o mesmo entusiasmo e determinação. Talvez até mais..."    

(Fonte: Tênis News)   

 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Entrevista - Boris Becker para o Mundo Deportivo.



"Rafa Nadal tem tudo para ser um grande jogador de poker." 


Boris Becker (aquele que disse: "As pessoas não amam o tênis, amam o Nadal") deu uma entrevista ao jornal Mundo Deportivo, e conversou sobre poker, tênis, futebol e falou da parceria Rafa Nadal e PokerStars. 

Pra quem não sabe Boris é um ex-tenista e também trabalha com a PokerStars    disputando torneios pelo mundo... Coisa CHIC! 

Mas como pra nós só importa o Rafa, ai vai os momentos onde ele falou do Rafa: 

P - Recentemente, Rafa Nadal também se juntou ao time da PokerStars. Você tem muito mais experiência do que ele jogando poker, que conselhos lhe daria no início?

BB - Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estou muito feliz com a contratação de Rafa Nadal para PokerStars, eu acho que é uma grande contratação para a equipe. É um exemplo em seu trabalho e uma grande pessoa. Eu acho que as características que o torna tão forte em Roland Garros também vai ser forte em uma mesa de poker: paciência, perseverança, disciplina, “poker face”,  não mostra ao seu adversário como se sente, que é uma das suas principais características. Rafa Nadal tem tudo para ser um grande jogador de poker. Estou ansioso para vê-lo em uma mesa e jogarmos juntos.

P - Dos jogadores do atual circuito da ATP, quem você acredita que pode ser o melhor jogador de poker?

BB - Eu não sei, eu acho que Rafa pode ser um bom jogador, e Federer também, porque ele é um jogador muito inteligente. Na verdade, eu acho que todos os "melhores jogadores" têm uma coisa em comum: eles são muito competitivos e não tem medo de desafios difíceis. Nadal, Djokovic, Federer, ... todos eles são grandes concorrentes.

P - E focamos novamente no circuito da ATP, como você vê o panorama atual? Com a lesão  de Nadal, o retorno de Federer ao n º 1, ...

BB - Eu estou um pouco triste por Nadal não poder jogar no momento, porque ele jogou a primeira parte da temporada muito bem, vencendo Roland Garros e Wimbledon estava bem até que se lesionou, deixando-o incapaz de competir nas Olimpíadas. Ele vai perder grande parte da temporada, por isso o foco será em Federer, que venceu Wimbledon e recuperou o número 1 do mundo, e Djokovic.
A questão é, Djokovic conseguirá defender tudo que venceu no ano passado ou Federer surpreenderá a todos? Temos que esperar e ver o que acontece... Murray está ficando mais forte, e pode fazer um bom Aberto dos EUA, mas não o vejo lutando pelo 1 º. Talvez no próximo ano, mas esse ano eu acho que vai ficar entre Federer e Djokovic.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vapt Vupt


Amanhã teremos mais notícias do Rafa. 

Como foi adiantado mais cedo no nosso facebook, Rafa marcou uma espécie de coletiva amanhã na Praça da Igreja de Manacor. 
Acredito que nessa entrevista ele irá nos esclarecer um pouco mais sobre sua rela situação. E segunda Rafa irá para Vitória (Espanha) onde fará uma consulta com seu médico Mikel Sanchéz. 
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Moya: Rafa estará de volta e melhor do que antes


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Reportagem especial de Pedro Pinto (CNN) sobre o Rafa e seu atual momento 

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Áudio da entrevista do Dr. Gonzáles sobre a lesão do Rafa (entrevista onde ele fala que Rafa deve ficar 3 meses em OFF)


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Reportagem da TVE sobre a renúncia do Rafa. 


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Entrevista que tio Toni Nadal concedeu ao IB3 

sábado, 9 de junho de 2012

Vídeos - Roland Garros 2012


Rafael Nadal entrevista para o Eurosport 


Mats Wilander om Nadal


Rafael Nadal em entrevista para o Canal + 


Entrevista pós partida (semifinal) 



Um pouco dos bastidores de Roland Garros 

domingo, 27 de maio de 2012

Vapt Vupt - Vídeos (Roland Garros 2012)


Rafa Nadal visitando a galería de Arte Kartner 


Os treinos do Rafa em RG 





Entrevistas no sorteio da chave 


Entrevista coletiva. 



Rachel do Tennis Express comentando o uniforme do Rafa para RG 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entrevista - Toni Nadal


São nove da manhã e Toni Nadal (Manacor, Mallorca, 1961) está pronto para enfrentar a jornada das oitavas de final do Masters 1000 de Madri. Seu rosto mostra a lucidez de quem leva várias horas acordado. Possivelmente, fiel a seus costumes, foi dar uma caminhada nas primeiras horas do dia para refletir sem atingir um vislumbre do que aconteceria horas depois. Sem imaginar que seria nesse dia, quinta-feira de maio, o momentoem que Rafael Nadal seria eliminado do torneio pelo espanhol Fernando Verdasco. Em um hotel perto do Parque del Retiro, uma lufada de ar fresco no coração da capital da Espanha, o treinador do tenista canhoto cnversa olhando nos olhos fala sobre a vida, esporte e a carreira do melhor atleta espanhol da história. Isto é Toni. Um empírico do século XXI com alta capacidade para transmitir.


P. Dizem que você adormeceu no vestiário durante uma das paradas para chuva no final de Wimbledon 2008.


TN. É absolutamente verdade, houve muita tensão.


P. Como você administra a tensão da arquibancada?


TN. Levamos naturalmente. Às vezes, temos a pressão e, às vezes menos. Se trata de assumir, simplesmente.


P. Gostaria de poder transmitir instruções durante o  desenvolvimento do jogo?


TN. Claro. Se eu estivesse treinando, eu diria muito mais, mas como se não pode ...


P. No circuito feminino é permitido a presença do treinador em quadra durante os momentos do jogo.


TN. Nunca vou entender a não evolução das atividades, porque tudo na vida muda e tudo evolui. Obviamente, parece uma coisa estranha que você leve um treinador para a Austrália, você paga o que você tem que pagar e no memento chave ele não pode te dizer nada. Todo mundo no circuito tem um treinador. Me parece mais lógico que o treinador pudesse falar. Eu não sei se da mesma maneira que fazem no circuito feminino, mas o técnico teria um papel muito mais ativo.


P. São maiores as emoções por estar unido por laços de sangue com o jogador?


TN. Obviamente. O fato de que Rafael seja diretamente da família faz com que a conexão seja maior. Agora, eu treinei outras crianças que não eram minha família e eu também era muito apegado a eles.


P. Qual o melhor de ser o treinador de um jogador que é da família?


TN. As vantagens são claras: maior facilidade na hora de dizer o que você quer transmitir, e na hora de dizer o que pensa..


P. E o pior?


TN. As derrotas afetam você, às vezes além da conta. Além disso, no caso de Rafael, normalmente um tio é mais exigente do que um treinador normal que pode encontrar por ai.


P. Se insiste na importância da evolução durante o periodo profissional de um atleta. Existe um limite?


TN. Há um limite lógico. Bolt, por exemplo, agora corre os cem metros em 9,68 segundos e se não houvesse esse limite iria acabar executando-os em nove segundos. Todo mundo tem um limite. Quando se chega nesse teto? Isto depende de cada um. Não necessariamente a idade ou os anos que você foi compete influencia essa barreira. Há um caso claro que é David Ferrer. A cada ano joga melhor e tem trinta anos. Nesta temporada, eu vi ele jogar um nível incrível. Uma pessoa que tem evoluído e tem vindo a melhorar todos os aspectos do seu jogo. Até que ponto pode evoluir? Eu não sei, depende de cada um.


P. Isso ajuda a maturidade de se comprometer a ser profissional?


TN. Maturidade é um curso de graduação.


P. Jogador de tênis é obrigado a amadurecer mais cedo?


TN. No esporte, é preciso estar ciente da necessidade de atingir a maturidade mais cedo. Se você atingir a maturidade quando tiver trinta anos você deixou pouco espaço para melhorias. Agora, se em vez de jogar tênis faça ginástica artística, você não está maduro como doze ou treze anos, não há nada a fazer porque, como responsabilidade, maturidade e treinamento, com quinze já não tera o folego para ir para as competições. Claro que, a maturidade é um grau e tem de experimentar a assumir o mais rapidamente possível.


P. É mais fácil ser uma pessoa boa ou ser um bom jogador de tênis?


R. Tudo depende do que se exija de uma boa pessoa ou a uma pessoa para ser um bom jogador de tênis. Eu acho que é mais fácil ser boa pessoa. Para se tornar um bom jogador de tênis, chegar a ganhar a vida com ele e viver confortavelmente, são poucos os que conseguem. Há pessoas boas o suficiente.


TN. Serve a educação que recebe um jogador para a vida?


R. Não há o que se dar à um tenista, qualquer instrução é para ser aplicado na vida. As pessoas instruídas têm mais fácil acesso não apenas aos cargos de responsabilidade, mas em níveis mais elevados. É normal. A boa educação irá facilitar a aprendizagem e faz com que as pessoas envolvidas na sua aprendizagem se sentir mais conectado com você. Quando um se levanta eé lhe permitido bastantes excessos, normalmente. Ao longo do caminho, se um não é muito bom, geralmente certas coisas não tão permitidas. Então é muito melhor ser uma pessoa direita, uma boa pessoa, porque, eventualmente, você vai acabar ajudando na vida.


P. Não parece simples continuar com os pés no chão quando você ganhou tudo.


TN. Todos nós temos os pés no chão.


P. Não é bem essas a sensação que se percebe em alguns casos;


TN. Enquanto alguns, pela forma como eles agem, pensam que não têm os pés no chão, todos temos. Poucas pessoas estão voando. Se alguém, pelo fato de ter sucesso ou se destaca em uma atividade pode vir a acreditar que se deprendeu do solo, tem um problema. Muito bobo.


P. Madrid estreou o polêmico saibro azul. É um passo para frente ou para trás?


TN. Nem um passo a frente ou um passo atrás. Eu não vejo a necessidade de terra azul. É claro que a terra de Madrid não tem funcionado muito bem porque a maioria dos jogadores ter encontrado uma situação muito instável na quadra. É uma realidade. Agora, o problema não é o saibro azul sim ou saibro azul não. A questão é a localização do saibro azul. se pretende fazer uma pré-temporada, de saibro onde o ponto culminante do circuito é Roland Garros. O objetivo é fazer um jogo de torneio semelhante e depois chegar a Paris em boas condições. O saibro azul provoca um jogo completamente diferente do que é feito em Monte Carlo, Barcelona, Roma e Paris. Tem uma localização muito ruim dentro do calendário. Eu sempre digo e repito agora: tem casa todo mundo pode fazer o que quer. Se você quiser colocar o saibro azul e no ano que vem tricolo, está no seu direito. O único responsável é a ATP, que é o corpo que tem que permitir e tem permitido. Diria que é o problema é da ATP, mas não, o problema é dos jogadores.


P. Tiriac foi mais longe, anunciando que o próximo passo seria bolas fluorescentes.


TN. Tudo o que fizer para melhorar é bom. Eu entendo a evolução como uma coisa positiva. Se me dizem que a bola fluorescente aparece melhor na TV, me pareceria certo mas sem modificar o desenvolvimento do jogo. Muitas vezes me pego vendo tênis pela tv e reclamando do pouco que se vÊ a bolinha. Agora, o que não pode ser é você mudar o conceito do jogo. Não é o mesmo. Você está fazendo uma temporada de saibro para fazer um jogo semelhante, e não para uma pessoa fazer o que mais lhe convém e fazer um jogo diferente. É como Toronto e Cincinnati colocar grama para se preparar para o Aberto dos EUA. Seria errado, porque ele vai bem com o que você está tentando fazer. Eles têm uma vantagem: os jogadores são obrigados a jogar o Masters 1000, portanto, pode fazer o que quiserem. Os jogadores devem se afastar da ATP, em sentido de torneios e jogadores.


P. Vamos falar sobre tênis. Djokovic é o maior rival na carreira de Nadal?


TN. Não. No momento, Federer foi o que tivemos de enfrentar mais vezes durante anos. E não só pelo confronto direto, mas também porque Rafael, às vezes com a sua pontuação teria sido número um do mundo e com federer não pode ser. Claramente, Djokovic tem sido um grande rival, mas o circuito tem muitos outros grandes rivais.


P. Você pode comparar as duas rivalidades?


TN. A rivalidade entre Federer e Rafael era muito forte, durou muitos anos e ainda seguem se encontrando. Será diferente se Rafael e Djokovic seguirem se encontrando na final por muitos anos.


P. A vitória contra Novak em Monte Carlo cortou a inércia das maiores derrotas de Nadal. Foi tão importante  ganhar lá?


TN. Eu vou dizer no final desta temporada. Se Rafael venceu em Monte Carlo e não não voltar a ganhar em nenhuma ocasião, não terá sido importante. Se ganhar cinco vezes mais diremps que Monte Carlo foi muito importante, mas eu não me antecipo nas avaliações. Faremos na hora certa.


P. Ele renunciou em Miami do cargo de vice-presidente dos jogadores. O beneficia?


TN. Eu não entendo que uma pessoa que joga tênis, ou realizar qualquer outra atividade, quando não desempenha as coisas que adequadamente isso afetará muito mais tarde. Obviamente, se você vai a um torneio e você está mais preocupado em se reunir do que treinar isso te afeta. (...) De qualquer forma, é melhor ter uma mente clara, embora eu não creio que isso afete muito o Rafael.


P. Qual tem sido o passo mais difícil na carreira de Nadal?


TN. Rafael teve a sorte de que as coisas foram muito bem dada toda a vida, desde a infância. Ele começou a ganhar torneios muito rápido, foi campeão das Ilhas Baleares, da Espanha e da Europa. A carreira é muito boa. O passo mais difícil é superar lesões. Sempre é assim.


P. O que você diria à família de uma criança dando seus primeiros passos entre as raquetes?


TN. Você tem que definir uma meta clara. Depende do objetivo que marca. Há pessoas que querem apenas apreciar o esporte. Outros afirmam que a criança é um bom jogador. Este último deve saber que não é impossível, mas não é fácil.


P. Nós conversamos com o Pablo Andujar sobre o esforço econômico que precisa ser feito no início. O tênis é elitista?


TN. Não. Me baseio sempre na estatística e em empirismo. Se todos os jogadores eram ricos diria que sim. Há muitos jogadores conhecidos que familiarmente não são ricos e jogam tênis. Outra coisa é que o dinheiro te falicita o trabalho. Claramente, o tênis é caro, mas normalmente as pessoas que se destacam têm algum apoio de suas federações.


P. Como eram estas ajudas quando Nadal começou?


TN. Rafael nunca recebeu uma doação da Federação. Em um dado momento queriam lhe dar US $ 3.000, mas nunca chegou a recebê-los. Não só não teve ajuda, mas se a Federação Espanhola tomou algumas decisões questionáveis. Rafael treinava com um parceiro e estava indo muito bem e a Federação se encarregou de a dividir o grupo, ajudando-o a piorar.


P. O que acontece no tênis feminino espanhol?


TN. É uma questão pessoal da capitã e Anabel Medina. Não é bom escancarar desnecessáriamente quando você pode resolver os problemas internamente. Eu entendo que não deve haver problemas. Eu desconheço bastante o tênis feminino, mas eu acho que não vai mal de tudo, mas caíram para segunda divisão.


P. Há, garantias de mudanças no circuito masculino?


TN. No tênis masculino há futuro. Nos últimos anos parecia custar-nos a vincular a uma nova geração de bons jogadores. Tivemos a sorte por muitas temporadas uma seqüência de bons jogadores, algo que é muito difícil de repetir. Bruguera, Corretja, Costa, Ferrero, Moya, Robredo, Feliciano, Ferrer, Verdasco ... é improvável que essa seqüência seja sempre assim. Durante alguns anos, Rafael era o mais jovem dos espanhóis, agora mudou e parece que Albert Ramos está jogando em um bom nível. É Javier Marti, que parece que vai subir Não é fácil pro tênis continuar mantendo os êxitos que tem tido.


P. Não vai ser fácil aceitar tempos de abandono na Espanha.


TN. Quando você se acostuma é difícil. Moya em Roland Garros, Ferrero nas semifinais do US Open todos os jogadores espanhóis conseguiram ... ou David Ferrer e Rafael, que têm repetidamente atingido as finais de vários torneios. Não é fácil aceitar. As estatísticas dizem isso. Tão pouco se trabalha a nível federativo para que estes garotos sigam existindo. 


P. O que está por trás de sua fase como treinador?


TN. Eu amo tênis e gostaria de permanecer conectado com o esporte, mas por agora eu não planejo isso. Me atrai a formação de jovens jogadores. Vamos ver o que acontece em quatro ou cinco anos.


P. Você já leu a biografia de Nadal escrita por John Carlin?


TN. Não. Eu não costumo ler nada sobre o meu sobrinho. Nunca.