Antes de tudo queria muito agradecer ao meu pai e toda a galera que veio hoje aqui em casa. Fiquei feliz com a compreensão que todos tiveram. Sabendo o quanto assistir essa final era importante para mim.
Bom, coração somente coração é necessário pra acompanhar uma final dessas. Eu disse que as vozes na Philippe Chatrier não passariam de simples ecos. E daqui deu até pra escutar seus poucos, mas apaixonados, súditos gritando Rafa! Rafa! Rafa!
Não importam recordes, não importam números, não importa o ranking, não importa o “achismo” de terceiros; pra Rafael Nadal só importa o momento.
Esse momento em que está ele e seu rival, frente a frente. Nesse momento que Rafael mostra que nunca devemos achar coisa alguma dele. Não devemos achar, não devemos questionar e duvidar então... aff é melhor ficarmos quietinhos e engolir a seco. Porque parece que ele guarda esses momentos para virar o Super Rafa e fazer todo mundo engolir todo essa “dúvida”.
Rafa disse há algum tempo atrás que é ótimo ganhar um torneio quando se está jogando bem, mas é melhor ainda ganhar quando se está jogando mal. Eleva-te ao extremo e busca bem dentro de si a confiança necessária pra conseguir a vitória.
Eu acho que quando Rafa entrou em quadra ele não estava pensando em nada disso, não estava pensando em Borg, em 6º título, em ranking e menos ainda naqueles que estavam duvidando dele. Acredito que a única coisa que ele estava pensando era: “Oras eu sofri, eu me elevei e eu mereço ganhar isso aqui”
E ganhou e mostrou que não basta ser o cara do momento, não basta ser considerado o melhor de todos os tempos, não basta ser aquele que todos devem ficar de olho. Pra ter seu nome escrito naquele Graal é preciso muito mais, é preciso mostrar o poder, o poder da superação, o poder humildade e o poder de fazer o impossível acontecer.
É por isso que me curvo a você...
Rei Nadal!
