domingo, 22 de janeiro de 2012

El mundo - Post 05 (Australian Open 2012)


1. David Cendoya:
Muito bom Rafa. Parabéns por este início da temporada e sua consistência no jogo.
Além do desafio físico está a luta psicológica que existe entre vocês. O que você acha que poderia ser o ponto decisivo no jogo de Djokovic e que superfície você acha que ele pode hesitar?

Nadal:
Essa pergunta é bastante difícil de responder vendo o nível em que se encontra Djokovic. Não sei se você viu suas partidas aqui em Melbourne. Eu acho que a resposta mais lógica é no saibro, mas lembre-se que no ano passado ele venceu três dos quatros torneios que ele jogou na terra. Assim ambas ficam complicadas.


2. Jose Antonio Perez:
Oi Rafa, sorte em sua carreira na Austrália. Leva muitos anos  no circuito para chegar ao nível máximo, no topo mais alto, porque até mesmo se mantêr no Top 10 é complicado e muito difícil e de um valor incrível, e até mesmo para um homem jovem como você. Minha pergunta é:  você tem a sensação de estar perto do fim de sua carreira?  Você sente-se que é a inspiração para os jovens? Obrigado

Nadal:
Homem, não digo que no final da minha carreira, mas é claro que tenho 10 anos no circuito e estou, obviamente, mais perto do fim de minha carreira do que o começo. Questões de números. Mas eu ainda tenho lesões como qualquer outro atleta.


3. Antonio López Martin:
Olá Rafa! Você acha que tentar fazer um revés com topspin para as bolas que não chegam é muito complicado para aprender? Eu acho que é a fraqueza que seus rivais aproveitam. Tenho visto que Tsonga quando não chega, algumas vezes, pega com topspin.

Nadal:
Eu não sei se isto é verdade. Mas é melhor você bater os golpes de volta sobre a rede...e dentro da quadra.


4. Daniel Gil Ruiz:
Oi Rafa! Gostaria que vocÊ falasse sobre a história que conta Gastón Gaudio quando você perdeu para ele em Buenos Aires 2005. Ele diz que você quebrou todas as suas raquetes no vestiários. Isso é verdade?

Nadal:
Nada, nada. Certamente ele estava brincando ou fazendo alguma piada com o jornalista. Eu nunca fiz isso e nunca quebrei um raquete. Gastón é um fenômeno!


5. Emilio Martín Bauza:
Saudações campeão. Para você que gosta de pescar, é viável fazer uma viagem para a Austrália? Deve haver muitas áreas e conjuntos, especialmente espécies tão diferentes das do Mediterrâneo deve ser uma tentação. E essas coisas relaxam, que falta deve fazer com tantos torneios e tanta pressão. Sorte e que as coisas sigam bem.

Nadal:
Até agora não, porque leva muito tempo. O mar relativamente perto, mas não tenho muito tempo entre treinos, recuperação, tratamentos e etc.


6. Niamh Kearney:
Oi Rafa! Muito obrigada por responder nossas perguntas... Você é encantador! Você acha que é mais difícil jogar contra seus amigos/tenistas do que contra qualquer outra tenista, Rafa, ou isso não afeta você. Muito obrigada e os melhores desejos.

Nadal:
Em parte sim, mesmo sabemos dentro das quadras temos que dar o nosso melhor. Sabemos que passe o que passe nas quadras, fora somos amigos. Isto é um jogo, esporte e tem que ser assim.


7. Chimo Gabas:
Oi Rafa! Podemos contar com você como campeão de golf depois dos 30 anos?

Nadal:
Eu não acho, mas com certeza jogarei muito, porque eu amo isso.


8. Juan Morales:
Oi Rafa, sabemos que você está tentando mudar algo em seu jogo, mas você poderia nos dizer que mudanças você pretende fazer e por quê? Sucessos Rafa. 

Nadal:
Jogar com mais agressividade e velocidade. É simples para definir, mas muito complicado para explicar aqui nesse blog. De qualque forma, nós estamos melhorar como sempre fiz na minha carreira.


9. Marisa Ramos Muñoz:
Eu vi as suas estatísticas de pontos vencedores no Australian Open e me parece uma barbaridade. Seus rostos e seus olhares refletem domínio . Você está ciente desta transformação? Desejo toda a sorte do mundo para você e para toda a sua equipe. 

Nadal:
Não acho que houve uma transformação, mas aprecio o comentário. Estou jogando bem e isso agrada. Obrigado pelo apoio.


10. Ángel Zafra:
Oi Rafa! Eu vi no último consultorio que você gostaria que o tênis fosse cada vez mais praticado em superfícies mais macias. Minha pergunta é:  embora nós sabemos que não é possível, você acha que o ideal seria jogar somente no saibro e na grama natural?

Nadal:
Seria certamente mais saudável para o corpo dos jogadores, porque sofreriamos menos  em muitas partes do corpo, articulações, tornozelos, etc. São superfícies onde os movimentos são mais naturais.