sábado, 17 de dezembro de 2011

Rafael Nadal em entrevista para o El Mundo.



Um Psicólogo não vai me ajudar. 


Rafael Nadal tem uma obsessão, uma fixação que não acontece por acaso, se vingar do sérvio Novak Djokovic e com isso recuperar o número um do mundo: de cara é o que mais importa em 2012, diz ele, é restaurar a força mental que perdeu nesta temporada. 



"É como tudo na vida, é mais fácil dar um passo para cima que um para baixo. Um nem sempre está perfeito, um não está sempre com o mesmo entusiasmo, a mesma força mental", admitiu o espanhol, durante uma entrevista. 

P - 2011 não foi sua melhor temporada, mas mesmo assim ganhou um Grand Slam e acabou como número dois do mundo. Você se exige demais, tem a sensação de que nada nunca é suficiente? 

RN - Este é também o preço pelo que se conseguiu antes ... Nada é suficiente, certo? Nada não é suficiente para os outros, mas para si mesmo. As exigências sobre si mesmo ultrapassa a realidade também. Claro, no ano passado venci três Grand Slams este ano ganhei um. É como tudo na vida, é mais fácil dar um passo para cima que um para baixo. Um nem sempre está perfeito, um não está sempre com o mesmo entusiasmo, a mesma força mental 

P - Você vem insistindo que sua mentalidade de 2010 não foi a de outras épocas. Isso é fundamental em um jogo como o seu, em que se pode dizer que a mente é o melhor ”golpe”? 

RN - Nos últimos sete anos, muito se disse que estava lesionado, muitas coisas. É verdade que tive problemas físicos evidentemente, mas se tivesse tido algum problema físico grave, não teria como eu ter estado durante sete anos entre os melhores do mundo. 

P - Seu estilo de jogo lhe exige mais no físico do que a outros jogadores? 

RN - Não, é mentalmente. Cada um tem seu estilo de jogo, mas minha concentração tem que ser maior e melhor do que a de Federer, Murray ou Djokovic, porque eles têm a facilidade de ter um golpe muito mais decisivo do que os meus. 

P - Então, você tem um desgaste maior do que os outros? 

RN - Isto tem um desgaste mental, embora isso se nos cesse outros jogadores. Mas também tenho esperança de superar isso dos últimos meses, que não foram tão positivos. Estive treinando muito bem, mas na hora de competir me faltou um pouco mais de paixão pelo jogo, de intensidade nos meus golpes, intensidade nas minhas pernas e intensidade mental. O mais importante que falta é a intensidade mental, que depois leva a tudo. É evidente que estou cansado de cabeça, isso se nota. Aconteceu com Djokovic no Masters 
Finals. Acontece com todos nós, mas isso não aparece tanto quando se tem um golpe decisivo, como Federer, que faz um ace, um winner, um ponto sem forçar muito. Tenho que estar bem mentalmente, que tem sido um dos pontos fortes da minha carreira e vou trabalhar para voltar a estar nessa situação. 

P - Você se importa em dizerem que sua mente é o seu melhor “golpe”'?

RN - Eu não me importo, mas as pessoas estão muito erradas quando dizem que eu sou um jogador físico. Há muitas pessoas que podem correr mais rápido do que eu. 

P - Mas a cabeça é um plus ...

RN - Obviamente, se você está cansado mentalmente isso se nota. Foi o que aconteceu com Djokovic no Masters. Todos nós, mas se você tiver um golpe decisivo, como Federer, que tem um saque, um winner, (a fadiga mental) fica oculta. As partidas, sem fazer nada, sem fazer muito, têm praticamente o mesmo. Esta é a realidade. Eu tenho que estar bem mentalmente, que tem sido um dos pontos fortes na minha carreira, e devemos trabalhar para voltar a ser. 

P - Boris Becker disse que em 2011 você jogou taticamente bem até as finais, mas que nas seis que perdeu para Djokovic seu erro foi insistir no drive cruzado no revés porque esse é o melhor golpe do sérvo..

RN - Isso parece muito simples. Acho que não é assim. Eu não estava no nível este ano, às vezes, contra ele eu não joguei no mesmo nível como em outras oportunidades, esta é a realidade. Que o meu forehand não é prejudicial ao seu backhand ... Bem, fez um dano ano passado, prejudicou em Indian Wells, Miami também. Vejo mais uma questão mental. talvez eu tenha feito três golpes no revés e não resistiu até o quarto, quinto, sexto, sétimo ... Com três talvez eu não tenha feito nenhum dano, mas talvez mais ainda, e é isso que eu tenho que fazer para jogar contra ele, mas também para jogar contra todo mundo no próximo ano. 

P - Você fala do aspecto mental. Já pensou em contratar um psicólogo? 

RN - Nunca fiz e, na verdade, não penso em fazer. Respeito o trabalho de um psicólogo, evidentemente, mas para jogar tênis não. Creio que há coisas muito mais importantes para precisar de um. Um psicólogo não me vai corrigir se quero trabalhar o que quero e seguir tendo a esperança daqui para frente. 

P - Há algo que chama a atenção. No US. Open de 2010, que você ganhou, sacou muito bem, mas logo esse serviço foi sumindo, e nesta temporada não sacou tão bem. 

RN – Não, saquei muito bem em muitos momentos de 2010. Comecei 2011 servindo bem. Eu tenho um problema com o serviço, é que eu o vou perdendo. Eu tenho coordenação mais complicada, e eu tenho que trabalhar e começar 2012 com força para sacar bem. Eu tenho que sacar melhor, (...) Tenho notado um pouco cansaço nos reflexos. Eu joguei muitos anos sacando não mais que hoje, mas é verdade que as superfícies rápidas quando saca mal você sente quem depende do seu rival, vai te ferindo por dentro. Quando você saca bem, domina os pontos e você tem o comando, você vai crescendo mentalmente e faz você jogar melhor e o adversário não saca tão tranqüilo. 

P - A temporada 2012 está se configurando, de certa forma, como o maior desafio de sua carreira.

RN - Nãaoo ... 

P - é um ano olímpico em Wimbledon, ano em que quer voltar a ser, tenisticamente, o que foi, um ano para terminar com o duelo desfavorável com Djokovic ​​... Há muitas coisas.

RN - Não, nem tanto. É um ano em que interiormente eu tenho que superar. Nem bater Djokovic ou qualquer coisa assim. É uma supreração pessoal, tudo o resto é secundário. A principal coisa é jogar novamente com a paixão e a intensidade necessária, então, se for suficiente ou não, veremos. Eu não acho que esse é o problema, o problema é interno, e pessoalmente quero ir um passo além novamente. Sofrer para esse passo ser um pouco mais longe, isso é tudo. 

P - Em Roland Garros, nos disse que fazer 25 não muda nada, mas na segunda metade da temporada começou a falar sobre a passagem do tempo, que já estava com 25 anos e que isto se somou ao desgaste. 

RN - 25 anos de idade não muda nada. E o que não muda é jogar 70 e tantos partidas, 80 a cada ano por tantos anos, com as demandas mentais de ter que vencer e ser bom sempre. Se você não está bem sempre, não ganha. Isto é o que acontece, mas eu ainda tenho 25 anos e meio, e espero que os meus anos restantes, e para ter mais anos eu tenho que buscar esse algo mais para dar esse passo para frente novamente, até um pouco acima do nível. Devemos trabalhar para isso. 

P - Ainda querendo jogar um torneio de duplas com Federer?

RN - Bem, acho que isso vai acontecer algum dia, mas evidentemente com o passar dos anos ... 

P - Federer recentemente falou sobre o boicote no circuito não faz sentido, e disse claramente que ele não gosta da proposta de um ranking de dois anos como no golfe. Estas posições são diferentes das suas. Há uma mudança de estratégia, entre vocês dois na frente do conselho de jogadores? 

RN - Não, não, não ... Ele tem suas idéias como presidente, eu tenho outras como vice-presidente, obviamente. Não porque eu tenho algumas idéias, será ruim ou porque ele tem outras más. Lá, ele argumentou. Por que ninguém gosta do ranking de dois anos e porque sim, por que você não quer boicotar ... E eu não quero, não vai acontecer qualquer tipo de boicote, pelo menos não agora. 

P - Mas há uma discordância entre você e Federer. 

RN - Eu não sou o único que gosta do ranking de dois anos. Há muitos jogadores que também gostam, e no ranking de dois anos tem um lado claro, que é proteger todos os jogadores, não apenas os do topo da medida que tenta vender. É uma proteção para os jogadores quando você está machucado, isso não significa o fim de sua carreira. É verdade que quando você se machucar, hoje, com o ranking de um ano, você pode voltar até mais rápido para o topo, mas também retorna ao 700 do mundo, como aconteceu com (JuanMartin) Del Potro. É mais importante não ir tanto e ir jogar com menos pressão quando voltar. 

P - Federer chegou a falar uma vez de como é difícil mover-se para o torneio por ser tão conhecido, sendo saudado constantemente. É um problema para você? 

RN - No final do dia, graças a todos aqueles que nos conhecem, nos apóiam e nos cumprimentam somos o que somos. Graças a eles que temos trabalho. Mas às vezes eu tenho vergonha de estar rodeado por pessoas, com guarda-costas. Sim, eu tenho vergonha, é verdade que às vezes é necessário ir com pessoas para protegê-lo, mas não deixe ser exagerado e vergonhoso.

Tradução: O Folguista 

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**Olá, tudo beiiiiim? Queria me apresentar, eu sou O Folguista. Caso não saibam as pessoas responsáveis por esse blog, uma delas é minha irmã, estão com dificuldades pra colocar em prática a responsabilidade que ambas tem com esse blog, e me foi incumbida a missão de tentar deixar esse blog em ordem. 

Mas claro que me foram passadas algumas regras, e mais importante é: Se fizer besteira se responsabilize. Então estou me responsabilizando por essa péssima tradução acima. desculpem fãs de Nadal mas é minha primeira vez e não estou familiarizado com a lingua espanhola e e determinados 'palavriados' tenísticos. 

Mas não se preocupem que as garotas do blog dentro em breve estarão voltando aos seus postos. ***