quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Segundo vencedor da Promoção Rafa - Minha História!

Parabéns 

Patricia Pedrianni

Você ganhou um exemplar da Bio Rafa - Minha História 

E aqui está sua história pra todo mundo ler!


Eu nunca fui uma pessoa muito interessada em esportes, nunca pratiquei nada absolutamente nada. Tênis então nem se fala, pra dizer a verdade nunca nem vi uma raquete de perto. Sou uma pessoa das artes, faço teatro, dança contemporânea e até artesanato. Realmente não sou alguém que se encaixa nesse mundo.

Mas eu acho que não é necessário compartilhar algo com alguém para surgir uma admiração, certo?

Mas minha história com o Rafa não é só baseada em admiração, mas é também de superação, não para ele, mas para mim.

Sou do Paraná, mas moro em São Paulo desde os 6 anos, hoje tenho 17, e desde os 5 anos pratico balé clássico mas aos 12 anos estava brincando com meu irmão na escada, nem eu acredito nessa estupidez, de repente eu saio rolando escada a baixo. Fui ao médico nada demais uma simples torção no joelho e no pé, e em dois meses estava recuperada.

Bom, esses dois meses se passaram e a primeira coisa que fui fazer foi pegar minhas sapatilhas e voltar pras aulas de dança. Mas alguma coisa estava diferente, não me sentia segura com alguns movimentos, minhas posições não estavam corretas e sentia uma dor alucinante em alguns passos. Nem alongar corretamente eu estava conseguindo.

Quando fui ao fisioterapeuta ele me disse que eu havia sofrido um trauma no osso, bom não vamos entrar em detalhes médicos porque são exagerados e complicados, mas basicamente ele disse que eu não poderia dançar durante uns tempos por causa do trauma, mas que não era uma situação definitiva era somente temporário e que se eu quisesse em alguns meses eu poderia até tentar uma vaga no Bolshoi. ATÁ!

Mas depois de algumas semanas eu já havia jogado a toalha e entrei em depressão, afinal era o que eu mais gostava de fazer, imaginem ficar impossibilitado de fazer a única, e melhor, coisa que você sabe fazer. Perdi meu otimismo, e só queria ver televisão.

Um dia, como todos os dias, depois da aula sento na frente da TV e fico lá trocando de canal e paro pra ver uma partida de tênis, não era o Rafa era uma moça que logo depois vim a descobrir e adorar fervorosamente; Ana Ivanovic, e fui acompanhando e acompanhando. A propósito o ano era 2006 e o torneio o Aberto da França.

Então em um belo dia entra em quadra Rafa nadal, claro na hora meu coração disparou, foi um sentimento único. Comecei a torcer, comecei a acompanhar todos os jogos, faltava na aula pra ver a sessão da manhã; não sabia falar de outra coisa.

Comecei a ficar obcecada e a procurar loucamente notícias sobre ele, foi quando descobri que em 2004 ele teve um sério problema no pé e que havia ficado impossibilitado de jogar um tempo, mas havia superado e que havia sido campeão do Aberto da França de 2005 e de tantos outros torneios. Meus olhos se iluminaram e eu queria saber mais e mais, não só dele, mas de tantos outros que haviam passado por algo igual.

Cinco ou seis meses já haviam passado desde meu “super trauma”, mas eu me senti tão ligada e tão motivada com as histórias, claro que o meu problema não chega nem perto dos problemas deles, e eu pensei poxa: Se eles conseguiram eu também consigo. É só eu parar com toda essa frescura.

Mas a história de superação do Rafa foi a que me ajudou mais, talvez pela ligação e por estar totalmente apaixonada por ele claro (kkkk) eu coloquei uma foto dele no espelho e escrevi ‘VAMOS’ como palavra de motivação, e toda manhã olhava aquela imagem e dizia pra mim mesma VAMOS!

Além disso, Rafa ( e Ivanovic) me introduziram nesse mundo do tênis, que continuo não praticando mas amo acompanhar.

E graças a ele não só me motivei a voltar a dançar balé, mas também faço dança moderna, jazz, indiana ...

E como presente de 15 anos o vi ser campeão em Barcelona foi os melhores dias da minha vida, o vi de perto, tive uma conversa de 1min e meio que pareceram 2hrs, vi os treinos e as imagens ainda são fortes e constantes.

É por isso que acredito nele, e nunca vou desistir dele. Porque ele é especial não é só um atleta pra mim, não é um mito, não é um deus... Simplesmente não o classifico em nenhuma categoria existente porque ele é superior.