domingo, 27 de novembro de 2011

Entrevista - Albert Costa para o AS (Copa Davis Final 2011)




"Obrigado aos fãs pelo prêmio e incentivo"

Albert Costa agradece como actual treinador da Copa Davis o Prêmio AS do esporte que os leitores deram a equipe por sua tragetória nesta década: ganhou quatrotítulos e aspira o quinto em poucos dias. 


P – Os leitores escolheram a seleção da Copa Davis como um dos três Prêmios AS Sports 2011. Eu imagino que é um prêmio que conheça bem, porque é um reconhecimento direto dos fãs. 

AC - Primeiramente agradeço aos fãs pelo prêmio e, mais particularmente, agradeço o incentivo que eles dão sempre ao tênis espanhol. A equipe da Copa Davis é composta por alguns jogadores, um capitão e uns poucos técnicos. A equipe da Copa Davis somos todos, os que estão dentro da quadra e fora dela se incentivam com isso. 


P - Em 2010 Rafa Nadal foi premiada com o título individualmente, e este ano toda a equipe por competir pelo país. O tênis não sai do pódio. Qual é o segredo?

AC - O segredo é o mesmo que no resto do esporte espanhol. Trabalho, entusiasmo, compromisso,. Estamos vivendo uma época de grandes conquistas individuais e coletivas, mas a base é sempre a mesma. 


P - Será que a Copa Davis ajudou o tênis a atingir o público quase mais do que os sucesso nos Grand Slams?

AC - Davis tem uma magia diferente. Especialmente quando você joga em casa, você sente que o amor está lá. Os sucessos em Grand Slam é uma grande janela, mas você está longe de seu povo. O sucesso quando você joga para a Espanha é diferente, têm uma profundidade que vai muito além de tênis. La Roja todos nós somos. 


(Atá, talvéz por que não sou espanhola e o bicho do patriotismo nunca ter me picada, mas eu não assino em baixo não. Não troco uma partida de quartas de final no Australian Open por duas finais de Copa Davis. Nada supera a emoção de uma final de Grand Slam. E as olimpíadas servem pra quê?) 


P - E como se consegue combinar os esforços de vários dos melhores jogadores do mundo em busca da taça, como é o cronograma?

AC - É simples, com empenho e paixão para defender seu país. 


P - A final contra a Argentina mantém você acordado? Ou será que estes jogadores, com demonstrações como a de Austin, permitem que a sua freqüência cardíaca não acelere tanto?

AC - Quando se trata de concorrentes, há sempre nervos e responsabilidade. Mas você também tem a serenidade de saber que você fez um bom trabalho, eu tenho o privilégio de ter um grupo de jogadores que dão tudo, então eu diria que há um equilíbrio de emoções, mas as batidas são sempre altas. 


P - Será que o espírito vencedor de Rafa Nadal trás mais competição ao grupo?

AC – O espírito vencedor de Rafa, David, Feliciano, Fernando, Marcel e de todos que estão ali em um momento ou outro. Todos nós sabemos o que significa Rafa para esta equipe. 


P - Você foi um dos que abriu caminho em Sant Jordi, em 2000, e agora pode conseguir a quinta taça para a Espanha como treinador. Esta competição marcou sua vida? Por que é especial? 


AC - Porque lhe permite viver momentos únicos, compartilhando com todas as pessoas. Para esta competição marcas momentos irrepetíveis em sua vida.


Fonte: AS.COM 




(Agora olhem quem levava a bandeira da Espanha na final de 2000. A esse destino danadinho!)