sexta-feira, 3 de junho de 2011

A razão do meu afeto

A razão do meu afeto
Amigos do blog, peço-lhes permissão para expressar minhas impressões sobre os jogos de hoje.
Enfim a ordem natural das coisas foi restabelecida: uma final Rafa x Roger. Um breve período de selvageria, falta de educação, arrogância e deselegância chegou ao fim. Nada de bandeiras estiradas sobre capôs de carros, chega de carreatas pelas ruas da casa do adversário, nada de arruaça e baderna em vestiários ou hotéis. Graças a Deus, o tênis voltou a ser um esporte diferenciado. Um esporte de cavalheiros, de valores e princípios que vão além de uma quadra.

Partindo do primeiro jogo de hoje: Rafa x Murray + vento + Juiz + torcida. Sim acreditem, Rafa jogou contra esse time aí. Todo mundo acreditando que Murray ia entrar em quadra lesionado e não ia jogar bem. Pois o que vi foi um Murray bem acordado, em longas trocas de bola com Rafa e que em nenhum momento foi afetado ou deixou transparecer algum problema físico. Murray ainda conseguiu ganhar uns games de Rafa, mas o protagonista mesmo foi o vento. Parece brincadeira, mas a impressão que tive foi que o vento jogava contra Rafa porque toda vez que ele ia sacar aparecia um tornado na quadra. Não posso esquecer do Senhor Juiz que deu uma bola boa pro Murray considerando uma marca de tênis, porque a bola quicou praticamente na platéia. A torcida é um caso a parte. Ainda bem que os espanhóis são abonados e podem acompanhar Rafa, porque os franceses são muito esquisitos. Uma hora aplaudem Rafa, em outro momento, vaiam e se revoltam com Rafa. Enfim, não dá pra contar com essas pessoas. Então, Nadaletes, alô, temos que nos empenhar mesmo de longe. E Rafa, ô Rafa... Rafa hoje fez voleio, deu curtinha, subiu a rede, fez umas devoluções incríveis... Eu vi O RAFA, a personificação da paixão e da intensidade, a razão do meu afeto. E nada mais óbvio do que a vitória do mais preparado, concentrado e focado.


Agora, com a licença de vocês, quero fazer um agradecimento ao Mr. Roger Federer. Obrigada, Roger! No início do ano, em uma coletiva perguntaram ao Roger se ele acreditava que este ano seria o fim da ERA RAFA/ROGER. Roger, no auge de sua elegância, respondeu: “Veremos em junho!” E hoje nós vimos. Roger massacrou e enquadrou Djokovic. A série de vitórias do sérvio que começou em cima de Roger, foi findada também por ele. E Roger nos deu uma excelente lição: é preciso respeito com aqueles que fizeram e fazem a história do tênis, que popularizaram esse esporte, que deram vida a ele e o transformaram em um esporte competitivo, mas acima de tudo, respeitoso.  
E no domingo veremos mais uma final Rafa x Roger. A emoção estará lá e a nossa torcida também. Meu coração é Rafa, minha vibração é por ele o que não me impede de demonstrar o meu respeito por um de seus amigos, Mr. Roger Federer.