Rafael Nadal: “Ninguém é imbatível.”
ENTREVISTA - Três dias antes do início de Roland Garros, o número um do mundo conversa com o programa "20 minutos", sobre sua rivalidade com Novak Djokovic.
Pela primeira vez em sua carreira, Rafael Nadal não entra em Roland Garros como favorito e quase imbatível, em razão das suas duas derrotas, no saibro, contra Novak Djovovic. Não é razão suficiente para o vencedor de 5 edições do evento se preocupar. Ele está longe de ter perdido a sua sede de vitória.
P - - Em uma retrospectiva, como você vê o Rafael Nadal de 2005, que conseguiu ganhar o seu primeiro Roland Garros com 19 anos?
RN - Isso está muito longe. Eu era um jogador com qualidades completamente diferentes das que eu tenho hoje. Não se pode fazer uma comparação. Meu tênis evoluiu, eu tenho diferentes padrões de jogo, mas a base ainda é a mesma, você nunca deve perder isso.
RN - Como pessoa, eu não acho que eu mudei muito. Eu tenho a sorte de experimentar coisas que eu sequer sonhava quando eu era muito mais jovem. Mas tenho a impressão de que como jogador mudei mais do que como homem.
P - Você tem seus próprios hábitos em Paris?
RN - Eu gosto de visitar os mesmos lugares. Quando eu chego aqui para jogar em Roland Garros ou em Bercy, eu passo muito tempo na cidade. É importante se sentir confortável em um torneio, é um pouco como se sentir em casa. Eu acredito que estou me sentindo muito bem aqui.
P - Como você encontra motivação para continuar a melhorar o seu jogo quando você já ganhou tanto?
RN - A motivação não é alterada. Estou sempre pensando em como ser um jogador melhor, evoluir e permanecer na região do topo do ranking o maior tempo possível. Estou ciente do quão difícil esta tarefa é, mas quando eu estou perdendo, eu ainda gosto de sentir que eu dei tudo de mim.
P - Será que você ainda gostaria de ser o número um quando tiver 35 anos?
RN - Não. Meu objetivo não é está no topo do ranking para sempre. Meu objetivo é trabalhar para ir tão longe quanto eu posso alcançar.
P – Você pode se imaginar sendo treinado por alguém que não o seu tio?
RN - Você nunca sabe. Mas, a princípio, não.
P - Alguma vez você já encontrou um adversário tão forte como Djokovic no saibro?
RN - Honestamente, ele é forte em todas as superfícies.
P – Ele, atualmente, é imbatível para você?
RN - Ninguém é imbatível. Seu nível de jogo está muito alto e muito difícil de alcançar. Todos nós já tivemos períodos em que estávamos em grande forma. Houve um momento em que Federer parecia imbatível no saibro, pelo menos, eu tive essa impressão. Hoje, é a vez de Djokovic e temos que parabenizá-lo. As pessoas podem ter essa sensação, mas eu repito: ninguém é imbatível.
P – O que você acha que mudou no Djokovic que o fez melhorar tanto?
RN - É melhor fazer esta pergunta diretamente a ele.
P - Mas você deve ter uma idéia, depois que perdeu na final de Madrid e de Roma ...
RN - Acredito que ele reuniu uma grande quantidade de auto-confiança e isso o está ajudando muito.
P - Uma pergunta que não está relacionada ao tênis. Como torcedor, o que você acha da primeira temporada de José Mourinho no Real Madrid?
RN - O Real Madrid teve uma grande temporada com um grande treinador. Eles contrataram uma quantidade razoável de jovens jogadores. Já era um bom time, e será mais uma vez nas próximas temporadas.
P - Você ficou desapontado com os jogos clássicos da série?
RN - Os jogos foram tensos, muito mais do que gostaríamos. Temos de virar a página e tenho certeza que as coisas entre os dois clubes vão voltar ao normal.
Fonte: Programa “20 minutos”
