domingo, 3 de julho de 2011

Procura-se Rafael Nadal - Oferecemos recompensa

Quem é esse aí?
Bem, é difícil para uma fã escrever nesses momentos, mas escrever também é uma forma de exorcizar os demônios que assombram nossos pensamentos. Tá aí, exorcismo, acho que é disso que Rafael Nada precisa. Um exorcismo bem feito, uma banho de sal grosso, ir a uma rezadeira, pular 7 ondas no mar, e uma infinidade de mandigas. Acho que Rafa precisa se libertar desse encosto que cai sobre ele quando vai jogar contra Novak Djokovic.
Sim, isso é um feitiço, uma macumba, só pode ser porque esse que entrou em quadra hoje não foi nem de longe Rafael Nadal. Esse que jogou foi um ser possuído, dominado. Rafa, digo esse cara que se apresentou como ele, não passou de mero joguete, marionete de Novak. Esse cara aí é o playmobil do Novak na temporada de 2011.
Não estou aqui desmerecendo a vitória de Djokovic, mas senso comum antes da partida era de que Novak não vinha apresentando tênis suficiente para chegar tão longe em Winbledon. Essa é a constatação de um fato: esse não era o verdadeiro Rafael Nadal. Não o Rafael que eu acompanhei desde o início de Winbledon, não o Rafael intenso, vibrante, alegre, destemido, determinado, guerreiro e focado por quem me apaixonei à primeira vista há alguns anos. Esse ser aí irregular que cometeu erros crassos, absurdos, medonhos e até inaceitáveis não é nem a sombra do Rafael Nadal que eu conheço.
O caro que jogou com Novak hoje foi aquele que surgiu depois da final de Miami. Ele é um ser apático, confuso, perdido e sem foco. Esse não é o meu ídolo, por quem eu dedico boa parte do meu tempo e das minhas energias.
Rafa não pediu para que eu torcesse por ele, nem o acompanhasse, mas eu decidi fazê-lo e continuo firme no meu propósito, desde que ele cumpra sua parte neste contrato, qual seja, ser sempre ele mesmo, em todas as ocasiões principalmente quando jogar contra Novak. Porque esse aí que entrou na quadra central do All England Club hoje não foi Rafael Nadal. Aliás, quem é esse aí?
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Parênteses em minhas próprias palavras: "Rafa assim que você voltar, me liga tá?"