terça-feira, 5 de julho de 2011

Artigo El Mundo

Então, meus queridos, aproveitando que estamos falando desse "grande campeão" e sensação do momento, Novak Djokovic, e também para provar que minha opinião não é solitária e silenciosa, trouxe um artigo do El Mundo bem interessante para vocês apreciarem.

Um rei sem uma boa imagem
Por Sebastian Fest | Londres – El Mundo.com
Novak Djokovic é o novo rei do tênis, ninguém se atreve a discutir isso hoje. Outra coisa é que o sérvio tenha chegado à altura de Rafael Nadal e Roger Federer em termos de imagem. Para isso, ainda falta bastante.
"Muitas pessoas não entendem Novak Djokovic," hoje certificou o jornal britânico The Times, que lista, entre outras coisas, "o fogo nos olhos, golpes no peito, a ferocidade de seu espírito competitivo, a natureza de sua personalidade combustiva. "
"É um pouco como aqueles que não gostam de Andy Murray, porque ele é escocês", acrescenta.
Mas essa comparação não é suficiente para descrever o que gera Djokovic, suas virtudes e seus problemas. O que acontece com o novo número um do mundo é que muitos o vêem como um jogador de celebrações excessivas e raramente reações espontâneas. E nem vamos mencionar os seus colegas, entre os quais não tem a popularidade ou gerou o respeito que ganharam Nadal e Federer.
Djokovic saltou ao primeiro plano do mundo do tênis ao vencer, em Abril de 2007, o Masters de Miami. Aos 24 anos, o sérvio chegou a uma maturidade que até então não exibia, porque em suas primeiras temporadas, se lançou em uma série de imitações de jogo, os golpes e as manias de seus colegas por todas as quadras do mundo.
Alguém gostaria de ser ridicularizado em público? Não, e os jogadores menos ainda, muito menos se o imitador é um rival que ameaça abocanhar porções do seu dinheiro, dos seus triunfos, de sua fama.
Por isso, Djokovic já recebeu alguns "já chega" de pesos pesados do circuito. As imitações começaram a espaçar, e agora são apenas uma memória para resgatar do Youtube.
Entourage do rei
Outro caso em que Djokovic vai ter de trabalhar no início de seu reinado são as pessoas que o cercam. Tio Goran desempenha um papel fundamental lá, é ele que manda e desmanda em muitos aspectos da vida cotidiana. Djokovic, um homem de inteligência feroz e velocidade para "farejar" o que há em torno dele de incomum, terá tomado nota do que muitos viram no domingo, durante sua vitória sobre Nadal na final de Wimbledon.
Os "boxes" do clã "Nadal " e do clã "Djokovic " foram separados por apenas um par de metros, e quem estava por perto de ambas as reações ficou atônito com a virulência e, por vezes, falta de bom gosto de alguns membros do clã do novo número um.
A tensão entre os dois clãs é inegável, e começou a crescer desde que o clã de Djokovic gritou, a poucos metros do clã de Nadal, “campeones, campeones”, em espanhol, após o sérvio vencer Nadal em Indian Wells. (Não sabe do que o artigo está falando, veja esse vídeo da comemoração do Masters de Madri)
No domingo, em um vestiário onde os dois finalistas são separados por vários metros e não pode evitar de ver um ao outro, detalhe que é diferente em Wimbledon, as reações foram muito mais contidas.
Hoje, a caminho do aeroporto para voar para a Suécia, onde esta semana joga para as quartas de final da Copa Davis, Djokovic ficou emocionado com o seu troféu: "O meu nome está com tantos grandes campeões eu não tenho palavras."
E enquanto o sérvio admira o seu troféu, o mundo do tênis examina seu novo rei, brilhante no campo e com muito para trabalhar fora dele.
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Ainda nesse assunto, mas também fora dele, olhem o que MIguel Seabra, editor de um jornal de tênis disse a respeito do nosso Rafa:

"Eu nunca vi uma campeão da estatura de Nadal ser tão humilde em uma conferência de imprensa, outros estariam se negando ou não mostrariam suas dúvidas."

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Parênteses: Minha opinião sobre isso tudo (aquela que ninguém pediu porque ninguém quer saber) - Novak já percebeu que apesar de ter se tornado o número 1 do mundo, os aplausos são para seus oponentes, que sempre demonstram mais simplicidade e alguns, humildade do que ele e sua família. Após a vitória de Winbledon, Novak em sua infindável série de entrevistas cantou e esbravejou que era o melhor do mundo e blá blá blá. A família incentivou e também deu declarações nesse sentido. Aí hoje, dias depois do título, a empolgação já passou, o marqueteiro chegou no ouvido dele e disse: "Olha só, cara, essa marra aí não tá rendendo uma boa imagem pra ti. Acorda pra vida. Faz a linha humilde.". Novak faz um esforço hérculeo e declara que Roger e Rafa não estão acabados e que eles são sua inspiração. Ah, façam-me o favor: essa tentativa de maquiar uma imagem é uma agressão a minha inteligência. Novak tem é que procurar sua identidade e não se apoiar na imagem dos outros.